Um recomeço...

domingo, 20 de dezembro de 2009 às 08:09
Eu sei que não postei nos últimos tempos, mas estou oficialmente encerrando as atividades do blog por esse ano. Desculpem-me se alguém mais queria ler algum texto, mas tomei a liberdade de curtir um pouco a vida sem me preocupar com isso aqui.

Mas ano que vem eu volto com mais texto.

Então, desde já, desejo a todos que passarem por aqui (seja para ler de verdade ou se esbarraram com o blog por acaso) um Feliz Natal, com uma farta ceia e muitos presentes. Também desejo um Próspero Ano-Novo com muita alegria, saúde, dinheiro e tudo o que tiver direito.

Só lembrando, na virada, façam promessas possíveis de serem cumpridas. Nada absurdo. E sejam felizes. A vida é única e só vai pra frente. Então não deixem passar as oportunidades que lhes são dadas.

Mais uma vez obrigado a quem leu meus textos. Vocês não sabem como é gratificante saber que alguém se interessa pelo que escrevo. Ano que vem, divulguem, mostrem para amigos. Quem sabe isso tome proporções maiores.

Um obrigado especial a três pessoas, de circulos totalmente distintos da minha vida, mas que incentivaram sempre as minhas postagem. Obrigado, então, ao Laércio, ao Senna e a minha mãe.

Nos vemos em 2010.
Pedro Henrique.

Você

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 às 05:07
Eu nunca quis um amor perfeito, naqueles de final feliz em filmes românticos. Aliás, acho aquilo tudo muito falso e sem graça. Prefiro um amor real, com seus problemas, nossas brigas e todos os defeitos possíveis a serem superados.

Nunca quis um namoro modelo, onde todos sentissem inveja de mim. Prefiro eu ter um relacionamento capenga, com problemas mas que, ao final de um dia, eu possa olhar para trás e dizer: Conseguimos mais uma vez!

Eu nunca desejei nada além de simplicidade e honestidade. Não quero um príncipe eu seu castelo encantado ou num grande cavalo branco, que venha me resgatar. Por favor, não sou nenhuma princesa em perigo, sendo aprisionada no topo de uma torre por um dragão.

Eu só quero poder acompanhar os dias passando e, depois de cada momento, poder pensar como é bom ter alguém ao meu lado. Como é bom poder saber que não estou sozinho nesse mundo. E como é bom saber que eu, do meu jeito impulsivo e inconsequente, posso fazer alguém feliz.

Não quero uma casa de três quartos banhada pelos raios de sol ao amanhecer, nem uma mesa em minha varanda, com um café da manhã farto e pessoas sorrindo enquanto comem, como se nunca tivessem acabado de acordar e o cachorro passeando ali por perto sem nos atrapalhar. Deixo tudo isso para os comerciais de margarina.

Não, não quero nada disso. Eu quero defeitos, falhas. Quero poder sentir que tudo é real e não só mais uma encenação que pode acabar a qualquer segundo. Eu quero tudo,desde que seja para mim.

Nunca quis a perfeição. Eu só quero você.

Meu amor, ilusão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009 às 09:41
E hoje eu estou em paz. Cansei de esperar pela perfeição. Acho que aprendi a me contentar com o que tenho. Cansei de esperar por você, e você nem existir. Para cada pessoa que está ao meu lado, eu comparo com o utópico. Sinto sua falta, mesmo você nunca tendo se mostrado pra mim.

Não quero mais ser aquele que, com um sentimento de amargura, olha ao redor e vê pessoas felizes, desejando a cada instante que elas fiquem tristes, somente para me fazer companhia. Quero EU fazer companhia a elas. Por que não podemos todos ser felizes?

E cada dia que passa, fico mais tranquilo. Eu sei que você não existe. Eu tento me convencer disso a cada momento. A beleza, o companheirismo... está tudo na minha cabeça. E eu te amo, dessa forma enlouquecida que não consigo entender. Mas mesmo assim eu te amo.

Mas chegou a hora de terminarmos. Não posso mais te ver. Pare de visitar meus sonhos e devaneios. Quero colocar meu pé na realidade. Conheço outras pessoas.

Meu amor, ilusão, desculpe-me, mas estou te deixando.

Vai embora...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009 às 16:33
É cada dia mais fácil fingir que você nunca passou na minha vida. Então agora, tchau. Vai embora. A nossa história já chegou ao fim. Não quero mais ter que acordar todas as manhãs sentido a sua falta. E devo dizer que isso está ficando fácil de acreditar. As vezes eu caio do cavalo, já que por de trás de toda essa máscara de coragem e auto-suficiencia eu escondo um garoto com medo de te perder.

Mas foi você quem quis assim por primeiro. Então, por favor, não volte atrás nessa decisão. A ferida criada pela primeira vez, cura com uma certa facilidade. Mas se eu ficar insistindo, acho que ela nunca se fechará. Então agora, tchau. Vai embora.

Seja como for, não te odeio. Nem te adoro. E prefiro passar os dias achando também que não te amo. Que nunca te amei. Se deixei de ir onde sei que você vai estar, é por que evito sim, te encontrar. Não tenho medo de dizer isso. Assim como não tenho medo de pedir para você me deixar em paz. Você me abandonou uma vez, então continue assim. Não é como se eu me tornasse uma criança sem pais.

Tá certo, as vezes é realmente difícil esquecer. Eu tento imaginar como você é ruim mas.. Deus! Como isso é difícil. Eu só tenho as boas recordações. Acho que vou te amar pra sempre. Mas isso não quer dizer que vou só te amar. Provavelmente com o tempo eu - espero profundamente que- tenha uma outra cara-metade.

Serei feliz. Terei alguém. E eventualmente esse alguém pode me abandonar também. O ciclo se repetirá. Ou não, poderei ser feliz para sempre.

Talvez você também seja feliz. Portanto, para o nosso próprio bem, me esqueça. Siga com sua vida que eu sigo com a minha. Se nos cruzarmos ao acaso, por favor, finja que não me conhece. Se não conseguir fingir, então faça de conta que somos e sempre fomos apenas amigos. Se não conseguir, simplesmente cruze a rua para não me encarar. Ou ande reto, eu cruzarei a rua primeiro.

Vou tentar te esquecer. Prometo - para mim mesmo - que essa é a última vez que perco tempo pensando, falando e escrevendo sobre você. Então agora, tchau. Vai embora.

(...)


E eu já te superei.

Agradecimento de fim de ano (?)

domingo, 29 de novembro de 2009 às 15:44
Eu tenho MUITA dificuldade para fazer amigos. Eu admito isso.

No início eu sofria muito, mas hoje aprendi a aceitar e conviver com essa condição. Me desculpem, mas não sou do tipo que chega para animar a festa. Que puxa conversa com estranhos e faz amizade com todos. Claro que sou educado sempre que a situação permite.

Mas numa situação geral, sou introspectivo e reflexivo. Eu GOSTO de ficar observando os outros. Minha intuição sempre me funcionou muito bem. Embora há alguns anos eu tenha desejado ser o mais popular da escola, hoje eu dou graças a Deus por ter passado longe disso.

Com o tempo a gente vai vendo o que acontece com o nosso pequeno mundo escolar. Os populares acabam se prendendo a vida no interior. Cuidam simplesmente da empresa de seus pais. Ou acabam engravidando logo cedo uma garota - invariavelmente a mais popular - e acabam se casando. Alias, tal casamento renderia um texto a parte. Preciso me lembrar.

Já os estranhos - oi, eu - acabam saindo da cidade. Conhecem novos mundo, novas experiências. Não há problema em ser diferente, desde que essa diferença seja usada a seu favor.

Há um mundo todo a ser explorado e é isso o que eu quero para mim. Com o tempo você descobre que, mesmo não sendo o mais popular, você pode ter amigos. E como é bom ter esses amigos. Eventualmente você se separa deles, mas os verdadeiros sempre ficam.

Me sinto afastado dos meus amigos. Não há uma única semana em que eu não pense neles e em como eu gostaria de estar próximo a eles. Claro que onde eu moro tenho outros amigos também e gosto muito deles. Mas os outros são os meus primeiros amigos. Os de longa data.

Mas acho eu que, se eu voltasse para perto deles, sentiria falta dos meus amigos daqui. Puxa, que problema. Mas apesar de tudo, sou feliz.

Tenho amigos, não importa a distância deles. Tenho uma família. Sou estranho, com orgulho. Tenho um mundo todo pela frente e, muito importante, não tenho medo de conhecê-lo.

Como diria Lispector, "Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não tem nome."

Supere!

às 14:15
A todos vocês, um aviso: A vida não é legal.

A vida é simplesmente o que tem que ser, ou seja, a vida.

Todos os dias você vai ter que ir ao trabalho. Você vai precisar de dinheiro para comprar as coisas que quiser. Você VAI querer comprar algumas coisas. Quando você conseguir comprar algo, já existirá algo mais moderno.

Você vai acordar cedo, dormir tarde, trabalhar muito. Inevitavelmente, haverão dias estressantes, dias monótonos, dias chatos. Dias de chuva, de céu nublado.

Você vai esquecer seu guarda-chuva e aquele toró vai cair bem quando você está indo para casa.
As filas estarão sempre lá te esperando... no banco, na previdencia social, na padaria, para comprar um bilhete de loteria.

Infelizmente você pode contrair várias doenças. Gripe, DST, tuberculose....
Outras você terá graças ao DNA defeituoso que te passaram. Outras vêm pelos seus péssimos hábitos. Outras aparecerão pela combinação desses fatores.

Eventualmente, você morrerá por causa de uma dessas doenças.

Faltará dinheiro no final do mês, você terá dividas. Sua casa não é como você sonhava.

E o que você faz? Senta e chora? Bom, muita gente faz isso.

Mas a diferença entre quem vence e quem perde é a superação.
Chorar faz parte. Sempre faz. Chorar não é sinal de fraqueza, é sinal de sentimento e honestidade.

Mas enxugar as lágrimas, assoar o nariz, erguer a cabeça e seguir em frente, ah... meus queridos, é isso que separa um vencedor dos demais.

O vencedor supera os obstáculos. Se chove, ele dança na chuva. Se a casa não lhe agráda, ele troca os móveis de lugar. Se o seu chefe é um filho da mão, ele trabalha por uma promoção. E assim por diante...

E assima de tudo, um vencedor SE supera.

Afinal, a vida é simplesmente a vida. Cabe a nós fazer dela uma diversão.

Se...

domingo, 22 de novembro de 2009 às 09:37
E se o mundo acabasse em 24 horas?

Uns usariam esse tempo para rezar, para pedir uma "vida" pós-morte em paz. Para irem para o céu. Para não irem para o inferno. Talvez rezassem até pelos outros, também. Pediriam para que Deus, Buda, Alá,... olhassem por eles nessa tão difícil hora.

Outros passariam seus últimos momentos com seus familiares, aproveitando ao máximo o que eles podem oferecer. Amigos, pais, irmãos, irmãs, tios, avós... Todos que nos fazem bem. Esses passariam seu último dia na Terra tranquilamente, como se o fim não se aproximasse. E quando finalmente chegasse, diriam um adeus e um "eu te amo".

Há também aqueles que, no final, revelam seu lado desumano. Já que tudo vai acabar mesmo, por que não ser imoral, irracional e ilegal. Matariam, roubariam, judiariam dos outros. Tolos, roubariam por que? Para gastar no dia seguinte?

Ainda teriam aqueles que prefeririam ficar sozinhos, em suas casas, talvez tomando café. Talvez ouvindo uma música ou lendo um livro. Talvez ficassem sozinhos numa praia vendo as ondas tranquilamente. Outros ainda terminariam seus dias num longo banho.


E o que eu faria? Nenhuma dessas coisas. Eu choraria. Muito. Como nunca antes fiz. E torceria para que isso tudo fosse uma mentira e que o mundo não acabasse, afinal. Apesar de tudo, eu gosto de viver.

(....)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009 às 09:30
"Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz."
Tati Bernardi

Sem fim.

domingo, 15 de novembro de 2009 às 16:59
O que desperta o verdadeiro "você"?

O que faz você ser autêntico, ser somente... você.
Todo os dias, em todos os lugares, com todas as pessoas. Somos qualquer um, menos nós mesmos. E não me venham com aquela conversinha estúpida de "Eu não. Eu sou sempre eu mesmo." ou então, "Eu sou autêntico". Rá, claro. Tão autêntico que eu já devo ter escutado essa frase de pelo menos 15 pessoas autênticas diferentes. Aliás, existe até uma variação dessa frase: Eu sou original.

Não somos e lamento informar mas também não somos nós mesmos diante do mundo. Não que isso seja algo ruim. Aliás, acho mesmo isso necessário até para nossa própria sobrevivência. Tá certo que algumas pessoas usam máscaras diante dos outros, sendo estas máscaras ruins. Mas acho que a maioria de nós não.

Mas afinal, onde está o nosso "eu mesmo"? Você sabe que ele existe. E, no fundo, você sabe muito bem como ele é e como despertar ele. Você sabe se ele é uma criança feliz de 5 anos de idade ganhando um presente novo da vovó.

Ou se é um pequeno monstrinho que vive no armário esperando pra atacar alguém. Pode ser também alguém velho.

Mas o que fazer pra tirar você debaixo de todas as suas camadas e mais camadas e não-você e colocar você em controle de si mesmo?

(....)

Penso, penso, penso...

às 16:58
Penso, logo existo.
Mas de tanto pensar.
Acabei por cansar.

Hoje, eu penso e penso.
Mas logo desisto.

Sobre palavras e textos...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009 às 15:23
"São só palavras, texto, ensaio e cena.
A cada ato, enceno a indiferença.
A peça que interpreto,
Um improviso insensato..."

Obrigado, Renato!

Inocente? Só de rosto.

terça-feira, 10 de novembro de 2009 às 15:36
Ser feito de bobo é horrível. Quando você descobre uma mentira, toda uma encenação que fizeram para cima de ti, a única vontade que você tem é de se esconder para que ninguém veja a sua cara de bobo.

E também vem aquele sentimento de raiva, desgosto. Dependendo de quem te engana, vem também o ressentimento, amargura. Enfim, você se sente traído. Passa um tempo sem nem querer olhar para a cara da pessoa. Mas você acaba perdoando...

Porém, existem caminhos e caminhos a se trilhar para chegarmos ao perdão. Alguns destes são simples de serem seguidos, passagem retas onde se vê o final do trajeto facilmente. Bom, não sei vocês, mas quanto a mim, prefiro os trajetos difíceis.

Sou uma pessoa rancorosa, apesar de não demonstrar facilmente. Eu sinto um certo prazer na vingança. Gosto de me sentir por cima do ser que um dia me fez de trouxa.

Não sou trouxa. Alias, modéstia a puta que pariu, sou um ótimo jogador. E eu sei esperar pelo momento exato para me vingar. Eu sou aquele pequeno calo que, na pior hora, dói só para lembrar ao seu "dono" que existe.

Eu sou um calo, sou uma dor alheia. Sou a sombra que persegue aquele infeliz que sabe que fez algo para me prejudicar. Se a pessoa não me deve nada, não me tema. Sei ser leal e não uso de dissimulação gratuitamente.

Mas sou o pior dos piores quando quero. E alguns já aprenderam isso da pior maneira possível.
Então aqui vai o meu aviso. Querido, não me engane. No final das contas, de nós dois, serei sempre eu quem vai ganhar.

Não é um texto, é um manifesto...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009 às 07:14
Embora todo manifesto escrito acabe sendo um texto. Mas bem, indo diretamente ao ponto. Eu DETESTO calor. Enquanto várias pessoas vão a praia, pegam sol, se divertem no mar, fico eu aqui em casa tentando me proteger disso tudo. No máximo vou caminhar na beira-mar ao final do dia, quando o sol não está mais querendo me derreter.

Eu tenho pele branca demais, tenho calor demais e, além de tudo, ODEIO multidões suadas e aglomeradas num espaço pequeno. Resumindo: não gosto de praia.

Então fico eu, junto de meu melhor amigo no verão, o ar condicionado.

Eu gosto mesmo é do inverno. Do frio. De colocar vários casacos e mesmo assim sair de casa e sentir aquele vento gelado no rosto.

Mas nem tudo é perfeito. Acho que passarei os próximos meses desejando o inverno novamente. Ou então cederei. Em roma, haja como os romanos. Talvez eu dê uma chance ao verão e seu calor infernal.

Mas todos os dias eu acabo pensando:

"Será que dá para alguém desligar o sol da tomada?"

Uma bola de cristal, um pouco rachada...

domingo, 1 de novembro de 2009 às 07:47
Que pressão besta é essa que as pessoas fazem quando chega um feriado? Ainda mais quando é um feriadão.

"Você tem que sair. Gastar horrores de dinheiro numa única balada. Dançar até o amanhecer. Encher a cara de alcool até ir para no hospital em coma alcoolico."

Se você não fizer isso tudo, não terá histórias para contar ao seus filhos. Bom, pra começo de conversa, nem sei se vou ter filhos. E mesmo que os tenha, já imagino um bom par de histórias para contar a eles.

Mas e se, nesse feriado, eu quiser ficar apenas relaxando? E se eu quiser dormir um monte? Dar uma volta na praia e ver o por do sol? Tomar um sorvete na beira-mar? - Desculpem-me os que moram em cidades grandes, longe do mar. Para mim, ele faz parte do dia-a-dia.

E se eu quiser ir no cinema, ver um filme burro, só pra rir um pouco? Não tenho esse direito? As vezes me cansa só de pensar no que os outros pensam de mim. Vivo minha vida baseada no agora e isso é mais do que o suficiente.

Gosto de ficar em casa. Ler. Escrever. Assistir filmes. E isso tudo me basta.

E então, no futuro, encontrarei novamente aqueles que me tentaram botar pressão para sair, beber e dançar.

Um com cirrose, de tanto beber. Outro com problemas de insônia, de tanto desrregular o próprio sono. E o último com problemas nos joelhos de tanto pular - por que hoje em dia até pular é dançar.

E eu saudável - talvez não, também tenho meus maus hábitos.

E eles contaram suas histórias sobre como a vida antes era melhor.
E eu contarei minhas histórias de como minha vida SEMPRE foi boa.

Here comes the sun...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009 às 11:54
Engraçado. Até eu que não gosto de calor e verão estou feliz com esse sol que resolveu dar sinal de vida. Seria esse um bom sinal? Assim espero.

Como disse, não gosto do calor. Mas gosto desses dias mornos, onde você pode andar pela praia e sentir a brisa suave no teu rosto. É tão reconfortante. Tão poético. E também tem o cheiro do mar. Uma delícia. Um cheiro levemente salgado e um tanto divertido. Tá, eu sei que é estranho descrever um cheiro, ainda mais como divertido. Mas é minha percepção, mesmo.

Nesse momento eu consigo pensar em várias músicas que poderiam representar meu estado de espírito. Essa felicidade sem culpa. Porém, se eu usar uma música vou acabar tentando descrever e entender o que eu sinto. Dessa vez não.

Vou só sentir. Deixar o sentimento tomar conta de mim. Ao menos uma vez. Já que isso é tão difícil, mas necessário, vou começar pelos bons sentimentos. Um dia, quem sabe, eu tente com os sentimentos ruins.

E agora vou curtir minha felicidade. E eu espero, do fundo do meu coração, que muitas pessoas estejam se sentindo exatamente como eu estou.

Sobre palhaços e outras coisas...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 04:27
Palhaços sempre me fascinaram. E eu nunca soube o porque disso, na verdade. Desde criança, quando meu pai me levava ao circo, depois do mágico - desculpem-me mas a aura de misticísmo ainda era mais empolgante- o palhaço era a atração que eu mais esperava.

Ah, como eu adorava ver as besteiras que eles fazia. Eu tenho ótimas recordações disso, chorava de dar risada.

E até hoje eu gosto de palhaços, apesar dos anos que não vou a um circo. Mas, mesmo assim, ainda os vejo. Ao menos uma vez por semana, quando vou para o trabalho, vejo num semáforo, um casal muito jovem. Ele deve ter uns 18 anos. Ela, 17. Os dois sempre vestidos de palhaço, fazendo malabarismos e pedindo dinheiro.

Apesar da situação difícil, eles sempre encarnam perfeitamente os seus papéis. Ele faz o palhaço sorridente, sempre andando de modo engraçado e sorrindo reverenciando as pessoas. Ela faz a palhaça melancólica, digna de piedade.

E é isso que eu amo nos palhaços: quando engraçado, conquista pela graça e diversão que transmite. Quando triste, desperta o meu lado mais humano, querendo ajudar sempre.

Palhaços tristes e alegres são contrastes... MEUS contrastes. Já quis ser um palhaço. Mas parando bem para pensar, quem não é, de tempos em tempos?

E por mais incrível que pareça, não levando em conta o ator por de trás de toda a maquiagem, mas sim o personagem. O palhaço, dentro de todas suas atitudes caricatas, é quem menos usa uma máscara hoje em dia.

Sem Título

quarta-feira, 21 de outubro de 2009 às 11:11
Não quis colocar um título neste texto. Ou será que não consegui. Na bem da verdade, nem sei do que ele se trata, do que ele irá falar. Normalmente falo de emoções fortes. Sentimentos que transitam em mim com tal velocidade que me fazem ficar zonzo. E por isso escrevo.

Faço da minha escrita e dos meus texto uma forma de catárse - meu psicólogo vai cobrar créditos por isso.

Bom, eis o que me aconteceu a pouco tempo atrás - algumas horas, alguns meses, alguns anos? o tempo é relativo. Eu li pela enésima vez o livro "O Terceiro Travesseiro". Por motivos muito obvios eu me identifico demais com ele.

A primeira vez que eu o li, tinha apenas 15 anos. Sete já se passaram, desde então. E como pode um livro me afetar tanto, mesmo depois de ter sido lido a exaustão, a tal ponto de eu saber de cor alguns diálogos?

Não sei. Só sei que eu sinto tudo o que o livro passa. Mas sinto de verdade, no fundo da alma, no meu coração. Esse livro é tão forte para mim que me serve de último recurso quando eu me sinto morto. Ele me faz sentir emoções fortes. Faz eu sentir um amor forte - por que? irrelevante. Me faz sentir uma tristeza absurda, ao final.

Eu choro quando leio os capítulos finais. Mesmo sabendo sempre o que vai acontecer, devoro as páginas numa ingênua e desesperada esperança de que o final tenha mudado. De que o "felizes para sempre" esteja me esperando na próxima página. Mas isso não acontece.

E, Deus, dói saber que a história é baseada em fatos reais. Saber que aqueles dois garotos existiram. Saber do final trágico.

O que eles sentiram, tudo o que eles passaram... Era tudo tão puro, tudo tão despido de qualquer pretensão. Como o próprio protagonista diz, eles só queriam ser felizes. E ninguém deve ser condenado por buscar sua própria felicidade.

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Agora me recolherei num ritual que cumpro cada vez que termino este livro. Irei me sentir para baixo nos próximos dois dias. Depois sentirei falta de todos que já passaram por minha vida e me deixaram algo de bom. Então irei valorizar mais os que ainda ficaram.

E mais uma vez, depois de ler "O Terceiro Travesseiro", minha crença num amor verdadeiro, independente de sexo, continua a crescer.

Para o Sr. Destino

quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 17:39
Tem dias que eu acordo me sentindo um lixo. Ou meu cabelo está ruim, ou meus dentes estão amarelados, ou mesmo depois de um banho eu ainda me sinto sujo.

A roupa que eu quero usar não está limpa. Só tem cuecas rasgadas na gaveta. Minhas meias estão furadas.

Me falta dinheiro para pegar o ônibus. Meus pais não me emprestam o carro. Meu mau humor contamina as pessoas ao meu redor.

Tiro nota baixa na prova, esqueço de entregar o texto que vália a nota pra porra da média.

Falo muito mais palavrões do que costumo falar naturalmente.

Mas daí eu penso que todos temos dias assim. Aquele dia em que você, mesmo acabando de acordar, percebe que vai ser um dia ruim. E tudo o que você mais deseja é simplesmente ficar deitado, bem quietinho. Você se agarra a vã esperança de que o mundo simplesmente esqueça da sua existencia e que você consiga passar despercebido pelas próximas horas.

Mas, paradoxalmente, é bem NESSES dias em que o destino te chuta para fora da cama e resolve tirar o dia para apontar e rir de ti. E o que você faz? Você pode não fazer nada, pode sentar e chorar, ou pode guardar esse dia na memória.

Eu guardo o dia na memória.

No dia seguinte o cabelo me ama, meus dentes são brancos novamente e eu estou tão limpo que parece que consigo ver a sujeira com medo de tocar em mim.

Minha roupa está limpa e passada me esperando no guarda-roupas. A meia está linda e maravilhosamente branca. A cueca é a minha favorita.

Descubro uma nota de 50 reais esquecida num bolso de uma jaqueta qualquer. Meus pais liberam o carro.

Descubro que o trabalho que eu me esqueci de entrar foi anulado e que a prova em que eu fui mal terá segunda chamada.

Meus amigos se aproximam de mim, todos me abraçam e me beijam.

Opa, deixe-me ver isso direito. É impressão minha ou até o Sol está sorrindo para mim, em meio a todo aquele grande e imenso azul celeste?

E o que fazer nesses dias? Gritar para todos como a vida é perfeita? Não, se ela fosse perfeita, não teria graça. Basta lembrar do dia anterior. Sim, aquele que eu guardei na memória.

Agora sim. Agora posso me lembrar do dia anterior. Posso me lembrar do garoto podre que eu estava sendo. Posso comparar ele com o "eu" de hoje. E que diferença!

E então, ao invés de gritar para todo mundo ouvir, eu curto silenciosamente a minha maior vitória. Como uma criança que delicia-se com uma bala que conseguiu roubar do jarro de doces sem que ninguém percebesse, eu me divirto em saber de uma única coisa....

Senho destino, essa é para você. Hoje sou eu quem aponta e ri de ti.

Me dá preguiça...

terça-feira, 6 de outubro de 2009 às 14:37
As vezes me dá preguiça de tudo. De estudar, trabalhar, andar, ficar acordado. Como disse um amigo meu, dá até preguiça de viver. Eu tenho também preguiça de escrever. E é bem isso que eu sinto agora.

Cada vírgula, cada ponto e cada acento... Ah, vocês não tem ideia de como me dá preguiça colocá-los no meu texto. Alias vou fazer isso daqui pra frente serao somente as letras E deem graças a Deus de eu ainda estar colocando os espaços e as letras maiusculas

Esta com preguiça de ler meu texto Otimo Faça o que eu estou pensando em fazer Deite e durma Voce ainda tem essa opçao Eu tambem tive ela mas fui burro e optei por escrever Eu sempre acabo escrevendo mesmo quando nao quero Escrever e mais forte do que eu Esta no meu sangue E como se as letra corressem por dentro de mim gritando e pedindo pra sair E isso me faz cocegas nas pontas dos dedos

Mas as vezes tenho preguiça...
Ah... A preguiça que aumenta. Dá até vontade de parar o texto na metade.
E minha cama me chama, o sofá também. Viva o ócio. Que vontade de largar este texto. Alias, é exatamen...

Lição 1

domingo, 4 de outubro de 2009 às 16:49
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém.
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim.
E ter paciência para que a vida faça o resto.
(W. Shakespeare)

Acre sabor.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009 às 18:47
Imagina uma chuva. Imaginou? Ótimo. Agora ela parou e saiu o sol. Aquele céu azul, sem uma nuvem se quer. Aquele dia lindo. Mas o que acontece quando você olha para o chão? Você ainda se lembra da chuva. É inevitável. Você olha as poças d'agua e a rua molhada. ALI você tem uma prova de que choveu.

É o acre sabor que faz a vida interessante. É o contraste entre o que é bom e o que me faz querer continuar vivo para continuar sentindo o que eu sinto. É um prazer amargo ver a chuva caindo, mas saber que logo mais vou ver o sol. Me sinto como uma criança numa viagem de carro. Ela sabe que vai chegar ao seu destino final, mas não sabe quando.

Eu também não sei quando vou ver o sol. Mas sei que vou. E é assim que eu espero. E quando ele aparece, gosto de sair na rua e olhar pro chão e me lembrar da chuva. Por que sem ela, eu não saberia como é bom rever o sol. E então, com o sol no céu, e eu sempre odiando o calor, volto a querer a chuva.

É sempre o acre sabor. É um amor platônico. Nunca me satisfaço. Quando tenho o sol, quero a chuva. Quando tenho um, quero o outro. É sempre o acre saber. Quero o doce, quando tenho o azedo. Quero um pouco do azedo por que doce demais me enjoa.

E eu sempre quero algo que eu sei que não posso ter, mas não me importo. Me dá um prazer imenso esse absurdo de sonhar com o impossível. Mas as vezes o impossível me cai de mãos beijadas. E então eu, que posso ser tão prático, perco toda minha objetividade. Fico sem saber o que quero. Se queria o impossível, continuo querendo ele, afinal, se consegui, virou possível.

Não sei direito o que quero. Quero o sol, mas quero a chuva. Quero as poças d'agua no chão, o frio do inverno e um pouco de calor. Quero ficar sozinho, quero ter alguém. Se tenho alguém, não quero ninguém.

Quer saber de uma coisa? Eu só tenho uma única certeza. Meu favorito é o acre sabor.

Felicidade estranha

às 18:29
É estranho. Chove, faz frio. Ao meu redor, para cada lado que eu olhe, vejo um conflito entre pessoas. Vejo novamente o medo das enchentes. Vejo a frieza de algumas pessoas. Mentiras. Falsidades. Até frustrações.

Vejo futilidade. Pessoas que se vendem, e pior, por tão pouco - se é pra se vender, que se valorize, afinal. O ônibus está lotado. Continua a chover. Levantar cedo todos os dias. Dormir tarde. Dormir pouco.

Resolver os meus problemas. Resolver problemas alheios. Ter que saber a hora certa de estender a mão. Saber a hora de mandar a merda.

Sinto o vento frio cortando meu rosto. É final do mês, não tenho mais um puto centavo no meu bolso. Sempre existe a pressão para ser feito algo de útil da minha vida. A pressão para tirar boas notas, não ser triste, falar quando quero ficar quieto.

Falta-me tempo para escrever. E como eu PRECISO escrever. Não sei fazer outra coisa. Eu não funciono sem isso. Ficar sem escrever, que é o que tem ocorrido ultimamente, me deixa irritado. Tenho TODOS os motivos para estar triste. Todos os motivos para estar irritado.

Hoje, me vejo no direito de mandar quem eu quiser a merda. Xingar todo mundo e mandar até quem eu mais amo para a puta que pariu. Me vejo no direito de chorar, entrar em depressão, ficar irritado, gritar, pisar forte no chão, socar o travesseiro, quebrar um vaso, bater a porta da geladeira.

Mas, apesar de tudo, me sinto extremamente bem, muito feliz....

Eu olho para você e fico em paz.

Insônia.

às 18:15
Duas pessoas. Elas nunca haviam se conhecido antes. Nunca haviam se olhado, se falado, se tocado. E por uma incrível obra do destino - se é que destino existe - elas finalmente se encontram. Continuam sem trocar uma palavra. Mas o olhar já fala por si só. Elas passam a se suportar. Viram cumplices de um crime que ambas cometeram. E então um sorriso desponta na boca das duas.

Elas mataram a morte. Vão viver eternamente. Embora sejam pessoas jovens, tinham o medo de morrer. E quis o destino - novamente, ele existe? - que elas se encontrassem finalmente, naquele lugar. Alias, o local onde estavam não tinha nada de especial. Não era um campo florido num belo dia de sol, nem uma praia deserta com águas cristalinas.

Era uma cidade, como qualquer outra. Um ponto de ônibus de uma avenida pouco movimentada, para ser mais exato.

Elas param, ainda sorrindo, uma de frente para a outra. Então uma delas dá de ombros e segue em frente. A outra chama a atenção e segue. As duas pessoas novamente se olham, agora com medo. Será que fizeram algo de errado? E o que será daqui pra frente?

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Trinta anos se passaram. As duas pessoas continuam vivas. Cada uma seguiu seu caminho, sua vida. Uma se casou, teve filhos. A outra, também. Ambas são felizes, ao menos em aparência. Não há uma única noite em que elas não deitem a cabeça no travesseiro e fiquem pensando, será que a morte ainda vai vir?

É possível, afinal, matar a morte? Ou ela ainda espreita, esperando o momento certo para matá-las.

E então, as duas pessoas infinitas em sua existência. Elas enganaram a morte. Ah, se elas soubessem. Achavam que não haveria mais o medo da morte. Mas agora elas tem medo da sua vingança.

Será como ver o sol nascer.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009 às 14:32
É como ver o sol nascer. Em um momento eu estou triste, melancólico, achando que o fim do mundo está próximo. Que o fim do MEU mundo está próximo. É como se todos ao meu redor, aqueles que eu gosto e realmente confio estivessem afastados.

Quando eu estou mal, pra baixo, eles me consolam e, honestamente, acho isso uma merda. Sempre ODIEI a pena. Detesto quando sentem pena ou dó de mim. Odeio até mesmo quando eu sinto isso por mim ou por outra pessoa.

Quando eu estou mal, não preciso de consolo. Preciso de um tapa na cara. Preciso acordar. Quero que me falem diretamente, sem medir palavras, o quão porre, chato e deprimido eu estou sendo. E quero que gritem e briguem comigo por que estou deixando os outros no mesmo estado.

É aquele meu buraco negro que aumenta e suga a energia ao meu redor, deixando todos num estado de inércia emotiva, sem vontade de ir para a frente, mas também, não mal o suficiente para regredir.

Eu quero que discutam comigo. Quando eu gritar, gritem mais alto. Quando eu for mal-educado, me mandem a merda. Quando eu for arrogante, seja mais ainda. Se eu me fechar dentro de uma concha, para assim me proteger, POR FAVOR, insistam, me perturbem, perguntem até cansar, mas façam com que eu me canse antes e me desarme.

Me dêem um chute, um tapa, um soco na boca do estômago. Me peguem pelos ombros e me empurrem contra a parede e falem alguma ameaça. TENHAM UMA FORTE REAÇÃO. Por que é exatamente isso que eu preciso. Eu estarei mal, preciso que façam isso por mim.

E então, eu vou acordar de um pesadelo. Vou voltar pra minha realidade mundana. Vou olhar ao redor e pensar que talvez aquilo que está acontecendo não seja o fim do mundo. E vai ser muito melhor do que ver uma luz no fim do túnel. Eu não vou estar num túnel, tendo que olhar só para frente, com uma única luz de esperança.

Eu vou estar numa manhã bela e ensolarada. Vou olhar ao meu redor e vou ver luz. Vou olhar para a esquerda e ver luz. A direita, luz. A frente, luz...

E vai ser bom, terá de ser assim...

Então, quando eu estiver mal, faça o que eu pedi. E, para mim, será como ver o sol nascer.

Em Companhia da Solidão

domingo, 20 de setembro de 2009 às 11:49
As vezes é tudo muito imediato, rápido demais. Quando eu percebo, já aconteceu. E a sensação de vazio é a única coisa que sobre. Chega a ser irônico até, ter como companhia, a solidão. E as vezes parece que ela é a única que me suporta.

Eu já passei por essa situação inúmeras vezes e eu sei como é uma merda se sentir assim. Você olha ao redor. Você vê pessoas se divertindo. Você está cercado de amigos. Mas você está sozinho. Parece que a única coisa que te deixaria feliz naquele instante seria fugir.. ou gritar. Tão alto que o próprio silêncio da sua alma seria quebrado.

Mas eu não sei fazer isso. Não sei ou não quero. E tudo volta ao ponto de partida. As pessoas, a alegria e eu com a minha inquietáção. As vezes ela é tão palpável que seria possível cortá-la com uma tesoura. Mas parece que a gente se acostuma. Ou então, pelo menos eu, vou criando meios de me enganar e fazer de conta que essa solidão está comigo por que EU mesmo quis.

Não tem ninguém bom o suficiente para mim. Ele é ignorante. Ele é preconceituoso. Ele é atrasado com a vida. É tudo desculpa, uma máscara, um véu que eu uso para cobrir os maiores desejos, deixando eles quietos dentro de mim. Mas sempre com medo de que eles venham a tona. Esse desejo de TER alguém. De um dia poder olhar nos olhos DELE e dizer "você é meu e eu sou seu". Mas, e o medo? O medo de tentar chegar próximo disso com alguém e ser rejeitado? Não.

Por isso as desculpas. Assim eu me mantenho seguro por mais tempo. No fundo, sou um covarde. Tenho aversão ao contato, as pessoas, por que tenho medo de ela nunca me corresponderem. E então eu escolho a solidão. Ela que nunca me decepcionou e sempre esteve do meu lado, quando eu mais quis. Eu posso olhar nos olhos dela e dizer que ela é minha. Mas a solidão não me satisfaz por completo. Por isso quero gritar e fugir. Vou fazer isso sempre com a solidão.

Mas e se um dia, até mesmo a solidão me abandonar?

Eu dormia com a TV ligada.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009 às 11:50
É tão estranho quando eu chego num lugar e vejo a alegria se dissipar de imediato. É como se houvesse, em mim, um buraco negro que sugasse toda a felicidade ao meu redor. E é o medo de realmente conseguir fazer isso e o fato de eu ser inseguro que faz com que isso realmente aconteça.
Quando ando sozinho pela rua a noite, quando eu dou um passo após o outro eu vejo as luzes dos postes se apagarem a medida que eu me aproximo e então eu tenho certeza de que nada ao meu redor pode ser claro. Se nem mesmo a luz pode existir perto de mim, quem dirá uma ideia clara. No início essa escuridão me perturbava. Eu olhava ao meu redor e só via o preto, o breu, o nada que me cercava e então, me encolhia de medo. A noite, só dormia com a TV ligada, precisava de luz vinda de algum lugar, por medo de eu mesmo ser sugado para dentro dessa minha própria escuridão.
Mas hoje eu aprendi a conviver com isso, eu sei que não vou ser sugado por algo que me faz ser quem eu sou. Aprendi a ser feliz assim e aprendi, acima de tudo a ver a luz e a felicidade a uma boa distancia. A uma distancia em que eu não possa sugar ela e uma distancia segura, de modo que, repentinamente, ela não vire a mesa e se transforme em magoa, alimentando o meu buraco negro de mais e mais escuridão.
E então eu aprendi a ser solitário. Confiar nas pessoas é algo que não posso fazer mais. Cada vez que isso acontece, alguém se fere, dando mais liberdade ao meu vazio que vai consumindo a vida dos outros também. E assim eu aprendi a não esperar por mais ninguém. Não espero por uma mão estendida, nem por um ombro amigo.
Quando ainda me sinto criança, com medo do escuro - e me sinto assim mais do que admito - eu saio de perto de todos e, novamente na minha cama, eu deito e espero a luz do dia, pra que assim ela alimente a minha escuridão e eu não me vá. E faço isso sempre com a TV ligada.

Marginal, com orgulho!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009 às 09:56
Padrão. Padrões. Muitos deles. Comportamento, beleza, funcionáio, aluno, carro, vida. Que tédio. E todos dizem que devemos seguir os padrões. E então temos aqui uma das maiores contradições do ser humano. Como que nos dizem para sermos originais e únicos e, ao mesmo tempo, para seguirmos as regras e os padrões?
Quem foi o filho da puta que disse que para sermos bonitos, devemos ter o uma barriga tanquinho, dentes perfeitamente emparelhados, olhos expressivos, um rosto sem marcas, cabelos sedosos, um corpo sem pêlos? Quem disse que para termos uma família exemplar, devemos ter pai, mãe, filhos e um bom relacionamento entre eles?
E o que acontece com o resto? Com os outros? Com quem não se sente a vontade em ser assim. O que acontece com aquele que reza dia após dia para que algo diferente ocorra em sua vida, ou então que simplesmente pega uma mochila e foge de casa, pois acha que sentar e esperar é uma perda de tempo.
E daí se o seu cabelo é diferente? Ele pode ser arrepiado, rosa, raspado, como você preferir. E daí se vocÊ está acima do peso? Existem inúmeras pessoas gordas, fofas e gordinhas que são charmosas e bonitas. E saúdáveis. Lembrem-se que magreza pode ser um sintôma de anorexia.
Mas aí vem eles - a sociedade - e te rotula. Você é gay, emo, gordo, nerd, feio, rebelde, doente, desleixado, alcolatra, drogado....

O mais interessante das pessoas é que olhamos para os defeitos dos outros por que temos muito mais medo de enfrentar os nossos próprios. Temos medo de olhar para dentro de nós e pensar "Merda, eu sou assim? E não posso mudar? O que as pessoas vão achar?"

Ah, o que as pessoas vão achar. Que se fodam as pessoas. Se cada um cuidasse da sua própria vida, o mundo seria um lugar muito menos poluido de maus pensamentos e más intenções. Sejamos livres. Não deveriamos traçar uma linha a ser seguida por todas. Por que no momento em que traçamos ela, jogamos a margem dela qualquer pessoa que não a siga. Temos os marginais. Pessoas a margem da sociedade.

Mas olhe ao seu redor, eles... nós estamos em todas as partes, existimos, temos vida, sentimentos, assim como todos vocês. Somos todos mais parecidos do que vocês podem achar. E eu, particularmente, não tenho vergonha em ser diferente, pensar diferente, ver o mundo diferente. Não tenho medo de falar o que penso por talvez ser mal interpretado. Eu tenho orgulho disso. Sou marginal sim. Com orgulho.

O que nos faz bem?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009 às 16:57

Achei esse texto no perfil do orkut da minha irmã. Como eu nunca tinha visto ele e o achei interessante, resolvi postar aqui. E o qual é a ligação dele com a imagem? Bom, nenhuma. Eu só achei a imagem bonita e resolvi postar. Espero que gostem também.




Aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, aproveitar a vida com mais intensidade… O mundo é louco, definitivamente louco… O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto, enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia… - Rir às gargalhadas, despenteia. - Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia. - Tirar a roupa, despenteia. - Beijar a pessoa amada, despenteia. - Brincar, despenteia. - Cantar até ficar sem ar, despenteia. - Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível… Então, como sempre, cada vez que nos vejamos, eu vou estar com o cabelo bagunçado… mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, àquela que decide não subir Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora. O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria… E talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta que, para ficar bonita, eu tenho que me sentir bonita…? O que realmente importa é que, ao me olhar no espelho, eu veja a mulher que devo ser. E, acima de tudo, DEIXE A VIDA TE DESPENTEAR!!!! O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...

Gravity

quarta-feira, 19 de agosto de 2009 às 10:02
Essa música me deixa todo arrepiado, só de ouvir ela.
Fora que eu adoro o clipe. Espero que gostem também.

Gravity - Sara Bareilles


Something always brings me back to you.
It never takes too long.
No matter what I say or do
I'll still feel you here
'til the moment I'm gone.

You hold me without touch.
You keep me without chains.
I never wanted anything
so much than to drown in your love
and not feel your rain.

Set me free, leave me be.
I don't want to fall another moment
into your gravity.
Here I am and I stand so tall,
just the way I'm supposed to be.
But you're on to me and all over me.

You loved me 'cause I'm fragile.
When I thought that I was strong.
But you touch me for a little while
and all my fragile strength is gone.

I live here on my knees
as I try to make you see that
you're everything I think
I need here on the ground.
But you're neither friend nor foe
though I can't seem to let you go.
The one thing that I still know
is that you're keeping me down.

Keeping me down.
You're on to me,
you're on to me,
all over me.

Something always brings me back to you.
It never takes too long.



Certezas?

às 09:50
Talvez eu seja muito impulsivo e não pense direito nas conseqüências dos meus atos. Talvez eu ainda use minhas palavras para ferir com mais freqüência do que para confortar alguém. Quem sabe eu não haja como uma criança de cinco anos num dia e, no dia seguinte, pense como um senhor de 60. Provavelmente eu tenha que enfrentar algumas pessoas com as quais eu desejo nunca mais me deparar e talvez, somente talvez, eu consiga superá-las.

Possivelmente eu tenha muitos medos. Medo da solidão e da falta de privacidade. Medo de liderar e também ser liderado. Medo do próprio medo. Quem sabe eu tenha medo, até mesmo, de mim. Dos meus amigos mais queridos. Da minha família. Enfim, medo da vida. Mas também medo de morrer.

Talvez eu seja egocêntrico. Seja narcisista. Seja boçal. Mas ao mesmo tempo, posso ser tímido, inseguro e humilde. Talvez eu assuma erros que nunca cometi. E conte vantagem de acertos pelos quais eu nunca passei perto.

Posso ser uma pergunta sem sua resposta, também posso ser uma resposta a uma pergunta nunca antes feita. Posso ser o torto, quando tudo está reto. Posso ser uma metáfora, quando o discurso é real.

Talvez, e só talvez eu seja tudo isso que eu disse.
Talvez não.

E um novo começo...

terça-feira, 18 de agosto de 2009 às 18:20
Bom, começando mais um blog. Acho que esse é o sétimo que eu faço. Então o que faria você a crer que não vou abandonar ele novamente? Bom, nada. Infelizmente não dou garantia disso. Você está por sua própria conta e risco.

A minha ideia é postar alguns textos meus, contos, cronicas. Talvez alguns desabafos. Falar aleatoriedades... Enfim, o que vier na minha cabeça. Então considero isso um blog pessoal. Está aqui para ME satisfazer e por conta disso eu não espero comentários. Portanto, sinta-se a vontade em não falar nada.

Agora, se quiser comentar, tenha algo a dizer. Pode ser crítica ou elogio. Até mesmo sugestões. Ou se preferir, pode me mandar um e-mail.

Então é isso. A quem leu até aqui, bem-vindo a minha mente. Bem-vindo ao meu delírio e deleite.