Felicidade estranha

segunda-feira, 28 de setembro de 2009 às 18:29
É estranho. Chove, faz frio. Ao meu redor, para cada lado que eu olhe, vejo um conflito entre pessoas. Vejo novamente o medo das enchentes. Vejo a frieza de algumas pessoas. Mentiras. Falsidades. Até frustrações.

Vejo futilidade. Pessoas que se vendem, e pior, por tão pouco - se é pra se vender, que se valorize, afinal. O ônibus está lotado. Continua a chover. Levantar cedo todos os dias. Dormir tarde. Dormir pouco.

Resolver os meus problemas. Resolver problemas alheios. Ter que saber a hora certa de estender a mão. Saber a hora de mandar a merda.

Sinto o vento frio cortando meu rosto. É final do mês, não tenho mais um puto centavo no meu bolso. Sempre existe a pressão para ser feito algo de útil da minha vida. A pressão para tirar boas notas, não ser triste, falar quando quero ficar quieto.

Falta-me tempo para escrever. E como eu PRECISO escrever. Não sei fazer outra coisa. Eu não funciono sem isso. Ficar sem escrever, que é o que tem ocorrido ultimamente, me deixa irritado. Tenho TODOS os motivos para estar triste. Todos os motivos para estar irritado.

Hoje, me vejo no direito de mandar quem eu quiser a merda. Xingar todo mundo e mandar até quem eu mais amo para a puta que pariu. Me vejo no direito de chorar, entrar em depressão, ficar irritado, gritar, pisar forte no chão, socar o travesseiro, quebrar um vaso, bater a porta da geladeira.

Mas, apesar de tudo, me sinto extremamente bem, muito feliz....

Eu olho para você e fico em paz.