Here comes the sun...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009 às 11:54
Engraçado. Até eu que não gosto de calor e verão estou feliz com esse sol que resolveu dar sinal de vida. Seria esse um bom sinal? Assim espero.

Como disse, não gosto do calor. Mas gosto desses dias mornos, onde você pode andar pela praia e sentir a brisa suave no teu rosto. É tão reconfortante. Tão poético. E também tem o cheiro do mar. Uma delícia. Um cheiro levemente salgado e um tanto divertido. Tá, eu sei que é estranho descrever um cheiro, ainda mais como divertido. Mas é minha percepção, mesmo.

Nesse momento eu consigo pensar em várias músicas que poderiam representar meu estado de espírito. Essa felicidade sem culpa. Porém, se eu usar uma música vou acabar tentando descrever e entender o que eu sinto. Dessa vez não.

Vou só sentir. Deixar o sentimento tomar conta de mim. Ao menos uma vez. Já que isso é tão difícil, mas necessário, vou começar pelos bons sentimentos. Um dia, quem sabe, eu tente com os sentimentos ruins.

E agora vou curtir minha felicidade. E eu espero, do fundo do meu coração, que muitas pessoas estejam se sentindo exatamente como eu estou.

Sobre palhaços e outras coisas...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 04:27
Palhaços sempre me fascinaram. E eu nunca soube o porque disso, na verdade. Desde criança, quando meu pai me levava ao circo, depois do mágico - desculpem-me mas a aura de misticísmo ainda era mais empolgante- o palhaço era a atração que eu mais esperava.

Ah, como eu adorava ver as besteiras que eles fazia. Eu tenho ótimas recordações disso, chorava de dar risada.

E até hoje eu gosto de palhaços, apesar dos anos que não vou a um circo. Mas, mesmo assim, ainda os vejo. Ao menos uma vez por semana, quando vou para o trabalho, vejo num semáforo, um casal muito jovem. Ele deve ter uns 18 anos. Ela, 17. Os dois sempre vestidos de palhaço, fazendo malabarismos e pedindo dinheiro.

Apesar da situação difícil, eles sempre encarnam perfeitamente os seus papéis. Ele faz o palhaço sorridente, sempre andando de modo engraçado e sorrindo reverenciando as pessoas. Ela faz a palhaça melancólica, digna de piedade.

E é isso que eu amo nos palhaços: quando engraçado, conquista pela graça e diversão que transmite. Quando triste, desperta o meu lado mais humano, querendo ajudar sempre.

Palhaços tristes e alegres são contrastes... MEUS contrastes. Já quis ser um palhaço. Mas parando bem para pensar, quem não é, de tempos em tempos?

E por mais incrível que pareça, não levando em conta o ator por de trás de toda a maquiagem, mas sim o personagem. O palhaço, dentro de todas suas atitudes caricatas, é quem menos usa uma máscara hoje em dia.

Sem Título

quarta-feira, 21 de outubro de 2009 às 11:11
Não quis colocar um título neste texto. Ou será que não consegui. Na bem da verdade, nem sei do que ele se trata, do que ele irá falar. Normalmente falo de emoções fortes. Sentimentos que transitam em mim com tal velocidade que me fazem ficar zonzo. E por isso escrevo.

Faço da minha escrita e dos meus texto uma forma de catárse - meu psicólogo vai cobrar créditos por isso.

Bom, eis o que me aconteceu a pouco tempo atrás - algumas horas, alguns meses, alguns anos? o tempo é relativo. Eu li pela enésima vez o livro "O Terceiro Travesseiro". Por motivos muito obvios eu me identifico demais com ele.

A primeira vez que eu o li, tinha apenas 15 anos. Sete já se passaram, desde então. E como pode um livro me afetar tanto, mesmo depois de ter sido lido a exaustão, a tal ponto de eu saber de cor alguns diálogos?

Não sei. Só sei que eu sinto tudo o que o livro passa. Mas sinto de verdade, no fundo da alma, no meu coração. Esse livro é tão forte para mim que me serve de último recurso quando eu me sinto morto. Ele me faz sentir emoções fortes. Faz eu sentir um amor forte - por que? irrelevante. Me faz sentir uma tristeza absurda, ao final.

Eu choro quando leio os capítulos finais. Mesmo sabendo sempre o que vai acontecer, devoro as páginas numa ingênua e desesperada esperança de que o final tenha mudado. De que o "felizes para sempre" esteja me esperando na próxima página. Mas isso não acontece.

E, Deus, dói saber que a história é baseada em fatos reais. Saber que aqueles dois garotos existiram. Saber do final trágico.

O que eles sentiram, tudo o que eles passaram... Era tudo tão puro, tudo tão despido de qualquer pretensão. Como o próprio protagonista diz, eles só queriam ser felizes. E ninguém deve ser condenado por buscar sua própria felicidade.

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Agora me recolherei num ritual que cumpro cada vez que termino este livro. Irei me sentir para baixo nos próximos dois dias. Depois sentirei falta de todos que já passaram por minha vida e me deixaram algo de bom. Então irei valorizar mais os que ainda ficaram.

E mais uma vez, depois de ler "O Terceiro Travesseiro", minha crença num amor verdadeiro, independente de sexo, continua a crescer.

Para o Sr. Destino

quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 17:39
Tem dias que eu acordo me sentindo um lixo. Ou meu cabelo está ruim, ou meus dentes estão amarelados, ou mesmo depois de um banho eu ainda me sinto sujo.

A roupa que eu quero usar não está limpa. Só tem cuecas rasgadas na gaveta. Minhas meias estão furadas.

Me falta dinheiro para pegar o ônibus. Meus pais não me emprestam o carro. Meu mau humor contamina as pessoas ao meu redor.

Tiro nota baixa na prova, esqueço de entregar o texto que vália a nota pra porra da média.

Falo muito mais palavrões do que costumo falar naturalmente.

Mas daí eu penso que todos temos dias assim. Aquele dia em que você, mesmo acabando de acordar, percebe que vai ser um dia ruim. E tudo o que você mais deseja é simplesmente ficar deitado, bem quietinho. Você se agarra a vã esperança de que o mundo simplesmente esqueça da sua existencia e que você consiga passar despercebido pelas próximas horas.

Mas, paradoxalmente, é bem NESSES dias em que o destino te chuta para fora da cama e resolve tirar o dia para apontar e rir de ti. E o que você faz? Você pode não fazer nada, pode sentar e chorar, ou pode guardar esse dia na memória.

Eu guardo o dia na memória.

No dia seguinte o cabelo me ama, meus dentes são brancos novamente e eu estou tão limpo que parece que consigo ver a sujeira com medo de tocar em mim.

Minha roupa está limpa e passada me esperando no guarda-roupas. A meia está linda e maravilhosamente branca. A cueca é a minha favorita.

Descubro uma nota de 50 reais esquecida num bolso de uma jaqueta qualquer. Meus pais liberam o carro.

Descubro que o trabalho que eu me esqueci de entrar foi anulado e que a prova em que eu fui mal terá segunda chamada.

Meus amigos se aproximam de mim, todos me abraçam e me beijam.

Opa, deixe-me ver isso direito. É impressão minha ou até o Sol está sorrindo para mim, em meio a todo aquele grande e imenso azul celeste?

E o que fazer nesses dias? Gritar para todos como a vida é perfeita? Não, se ela fosse perfeita, não teria graça. Basta lembrar do dia anterior. Sim, aquele que eu guardei na memória.

Agora sim. Agora posso me lembrar do dia anterior. Posso me lembrar do garoto podre que eu estava sendo. Posso comparar ele com o "eu" de hoje. E que diferença!

E então, ao invés de gritar para todo mundo ouvir, eu curto silenciosamente a minha maior vitória. Como uma criança que delicia-se com uma bala que conseguiu roubar do jarro de doces sem que ninguém percebesse, eu me divirto em saber de uma única coisa....

Senho destino, essa é para você. Hoje sou eu quem aponta e ri de ti.

Me dá preguiça...

terça-feira, 6 de outubro de 2009 às 14:37
As vezes me dá preguiça de tudo. De estudar, trabalhar, andar, ficar acordado. Como disse um amigo meu, dá até preguiça de viver. Eu tenho também preguiça de escrever. E é bem isso que eu sinto agora.

Cada vírgula, cada ponto e cada acento... Ah, vocês não tem ideia de como me dá preguiça colocá-los no meu texto. Alias vou fazer isso daqui pra frente serao somente as letras E deem graças a Deus de eu ainda estar colocando os espaços e as letras maiusculas

Esta com preguiça de ler meu texto Otimo Faça o que eu estou pensando em fazer Deite e durma Voce ainda tem essa opçao Eu tambem tive ela mas fui burro e optei por escrever Eu sempre acabo escrevendo mesmo quando nao quero Escrever e mais forte do que eu Esta no meu sangue E como se as letra corressem por dentro de mim gritando e pedindo pra sair E isso me faz cocegas nas pontas dos dedos

Mas as vezes tenho preguiça...
Ah... A preguiça que aumenta. Dá até vontade de parar o texto na metade.
E minha cama me chama, o sofá também. Viva o ócio. Que vontade de largar este texto. Alias, é exatamen...

Lição 1

domingo, 4 de outubro de 2009 às 16:49
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém.
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim.
E ter paciência para que a vida faça o resto.
(W. Shakespeare)