Sem Título

quarta-feira, 21 de outubro de 2009 às 11:11
Não quis colocar um título neste texto. Ou será que não consegui. Na bem da verdade, nem sei do que ele se trata, do que ele irá falar. Normalmente falo de emoções fortes. Sentimentos que transitam em mim com tal velocidade que me fazem ficar zonzo. E por isso escrevo.

Faço da minha escrita e dos meus texto uma forma de catárse - meu psicólogo vai cobrar créditos por isso.

Bom, eis o que me aconteceu a pouco tempo atrás - algumas horas, alguns meses, alguns anos? o tempo é relativo. Eu li pela enésima vez o livro "O Terceiro Travesseiro". Por motivos muito obvios eu me identifico demais com ele.

A primeira vez que eu o li, tinha apenas 15 anos. Sete já se passaram, desde então. E como pode um livro me afetar tanto, mesmo depois de ter sido lido a exaustão, a tal ponto de eu saber de cor alguns diálogos?

Não sei. Só sei que eu sinto tudo o que o livro passa. Mas sinto de verdade, no fundo da alma, no meu coração. Esse livro é tão forte para mim que me serve de último recurso quando eu me sinto morto. Ele me faz sentir emoções fortes. Faz eu sentir um amor forte - por que? irrelevante. Me faz sentir uma tristeza absurda, ao final.

Eu choro quando leio os capítulos finais. Mesmo sabendo sempre o que vai acontecer, devoro as páginas numa ingênua e desesperada esperança de que o final tenha mudado. De que o "felizes para sempre" esteja me esperando na próxima página. Mas isso não acontece.

E, Deus, dói saber que a história é baseada em fatos reais. Saber que aqueles dois garotos existiram. Saber do final trágico.

O que eles sentiram, tudo o que eles passaram... Era tudo tão puro, tudo tão despido de qualquer pretensão. Como o próprio protagonista diz, eles só queriam ser felizes. E ninguém deve ser condenado por buscar sua própria felicidade.

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Agora me recolherei num ritual que cumpro cada vez que termino este livro. Irei me sentir para baixo nos próximos dois dias. Depois sentirei falta de todos que já passaram por minha vida e me deixaram algo de bom. Então irei valorizar mais os que ainda ficaram.

E mais uma vez, depois de ler "O Terceiro Travesseiro", minha crença num amor verdadeiro, independente de sexo, continua a crescer.

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