Vai embora...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009 às 16:33
É cada dia mais fácil fingir que você nunca passou na minha vida. Então agora, tchau. Vai embora. A nossa história já chegou ao fim. Não quero mais ter que acordar todas as manhãs sentido a sua falta. E devo dizer que isso está ficando fácil de acreditar. As vezes eu caio do cavalo, já que por de trás de toda essa máscara de coragem e auto-suficiencia eu escondo um garoto com medo de te perder.

Mas foi você quem quis assim por primeiro. Então, por favor, não volte atrás nessa decisão. A ferida criada pela primeira vez, cura com uma certa facilidade. Mas se eu ficar insistindo, acho que ela nunca se fechará. Então agora, tchau. Vai embora.

Seja como for, não te odeio. Nem te adoro. E prefiro passar os dias achando também que não te amo. Que nunca te amei. Se deixei de ir onde sei que você vai estar, é por que evito sim, te encontrar. Não tenho medo de dizer isso. Assim como não tenho medo de pedir para você me deixar em paz. Você me abandonou uma vez, então continue assim. Não é como se eu me tornasse uma criança sem pais.

Tá certo, as vezes é realmente difícil esquecer. Eu tento imaginar como você é ruim mas.. Deus! Como isso é difícil. Eu só tenho as boas recordações. Acho que vou te amar pra sempre. Mas isso não quer dizer que vou só te amar. Provavelmente com o tempo eu - espero profundamente que- tenha uma outra cara-metade.

Serei feliz. Terei alguém. E eventualmente esse alguém pode me abandonar também. O ciclo se repetirá. Ou não, poderei ser feliz para sempre.

Talvez você também seja feliz. Portanto, para o nosso próprio bem, me esqueça. Siga com sua vida que eu sigo com a minha. Se nos cruzarmos ao acaso, por favor, finja que não me conhece. Se não conseguir fingir, então faça de conta que somos e sempre fomos apenas amigos. Se não conseguir, simplesmente cruze a rua para não me encarar. Ou ande reto, eu cruzarei a rua primeiro.

Vou tentar te esquecer. Prometo - para mim mesmo - que essa é a última vez que perco tempo pensando, falando e escrevendo sobre você. Então agora, tchau. Vai embora.

(...)


E eu já te superei.

Agradecimento de fim de ano (?)

domingo, 29 de novembro de 2009 às 15:44
Eu tenho MUITA dificuldade para fazer amigos. Eu admito isso.

No início eu sofria muito, mas hoje aprendi a aceitar e conviver com essa condição. Me desculpem, mas não sou do tipo que chega para animar a festa. Que puxa conversa com estranhos e faz amizade com todos. Claro que sou educado sempre que a situação permite.

Mas numa situação geral, sou introspectivo e reflexivo. Eu GOSTO de ficar observando os outros. Minha intuição sempre me funcionou muito bem. Embora há alguns anos eu tenha desejado ser o mais popular da escola, hoje eu dou graças a Deus por ter passado longe disso.

Com o tempo a gente vai vendo o que acontece com o nosso pequeno mundo escolar. Os populares acabam se prendendo a vida no interior. Cuidam simplesmente da empresa de seus pais. Ou acabam engravidando logo cedo uma garota - invariavelmente a mais popular - e acabam se casando. Alias, tal casamento renderia um texto a parte. Preciso me lembrar.

Já os estranhos - oi, eu - acabam saindo da cidade. Conhecem novos mundo, novas experiências. Não há problema em ser diferente, desde que essa diferença seja usada a seu favor.

Há um mundo todo a ser explorado e é isso o que eu quero para mim. Com o tempo você descobre que, mesmo não sendo o mais popular, você pode ter amigos. E como é bom ter esses amigos. Eventualmente você se separa deles, mas os verdadeiros sempre ficam.

Me sinto afastado dos meus amigos. Não há uma única semana em que eu não pense neles e em como eu gostaria de estar próximo a eles. Claro que onde eu moro tenho outros amigos também e gosto muito deles. Mas os outros são os meus primeiros amigos. Os de longa data.

Mas acho eu que, se eu voltasse para perto deles, sentiria falta dos meus amigos daqui. Puxa, que problema. Mas apesar de tudo, sou feliz.

Tenho amigos, não importa a distância deles. Tenho uma família. Sou estranho, com orgulho. Tenho um mundo todo pela frente e, muito importante, não tenho medo de conhecê-lo.

Como diria Lispector, "Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não tem nome."

Supere!

às 14:15
A todos vocês, um aviso: A vida não é legal.

A vida é simplesmente o que tem que ser, ou seja, a vida.

Todos os dias você vai ter que ir ao trabalho. Você vai precisar de dinheiro para comprar as coisas que quiser. Você VAI querer comprar algumas coisas. Quando você conseguir comprar algo, já existirá algo mais moderno.

Você vai acordar cedo, dormir tarde, trabalhar muito. Inevitavelmente, haverão dias estressantes, dias monótonos, dias chatos. Dias de chuva, de céu nublado.

Você vai esquecer seu guarda-chuva e aquele toró vai cair bem quando você está indo para casa.
As filas estarão sempre lá te esperando... no banco, na previdencia social, na padaria, para comprar um bilhete de loteria.

Infelizmente você pode contrair várias doenças. Gripe, DST, tuberculose....
Outras você terá graças ao DNA defeituoso que te passaram. Outras vêm pelos seus péssimos hábitos. Outras aparecerão pela combinação desses fatores.

Eventualmente, você morrerá por causa de uma dessas doenças.

Faltará dinheiro no final do mês, você terá dividas. Sua casa não é como você sonhava.

E o que você faz? Senta e chora? Bom, muita gente faz isso.

Mas a diferença entre quem vence e quem perde é a superação.
Chorar faz parte. Sempre faz. Chorar não é sinal de fraqueza, é sinal de sentimento e honestidade.

Mas enxugar as lágrimas, assoar o nariz, erguer a cabeça e seguir em frente, ah... meus queridos, é isso que separa um vencedor dos demais.

O vencedor supera os obstáculos. Se chove, ele dança na chuva. Se a casa não lhe agráda, ele troca os móveis de lugar. Se o seu chefe é um filho da mão, ele trabalha por uma promoção. E assim por diante...

E assima de tudo, um vencedor SE supera.

Afinal, a vida é simplesmente a vida. Cabe a nós fazer dela uma diversão.

Se...

domingo, 22 de novembro de 2009 às 09:37
E se o mundo acabasse em 24 horas?

Uns usariam esse tempo para rezar, para pedir uma "vida" pós-morte em paz. Para irem para o céu. Para não irem para o inferno. Talvez rezassem até pelos outros, também. Pediriam para que Deus, Buda, Alá,... olhassem por eles nessa tão difícil hora.

Outros passariam seus últimos momentos com seus familiares, aproveitando ao máximo o que eles podem oferecer. Amigos, pais, irmãos, irmãs, tios, avós... Todos que nos fazem bem. Esses passariam seu último dia na Terra tranquilamente, como se o fim não se aproximasse. E quando finalmente chegasse, diriam um adeus e um "eu te amo".

Há também aqueles que, no final, revelam seu lado desumano. Já que tudo vai acabar mesmo, por que não ser imoral, irracional e ilegal. Matariam, roubariam, judiariam dos outros. Tolos, roubariam por que? Para gastar no dia seguinte?

Ainda teriam aqueles que prefeririam ficar sozinhos, em suas casas, talvez tomando café. Talvez ouvindo uma música ou lendo um livro. Talvez ficassem sozinhos numa praia vendo as ondas tranquilamente. Outros ainda terminariam seus dias num longo banho.


E o que eu faria? Nenhuma dessas coisas. Eu choraria. Muito. Como nunca antes fiz. E torceria para que isso tudo fosse uma mentira e que o mundo não acabasse, afinal. Apesar de tudo, eu gosto de viver.

(....)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009 às 09:30
"Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz."
Tati Bernardi

Sem fim.

domingo, 15 de novembro de 2009 às 16:59
O que desperta o verdadeiro "você"?

O que faz você ser autêntico, ser somente... você.
Todo os dias, em todos os lugares, com todas as pessoas. Somos qualquer um, menos nós mesmos. E não me venham com aquela conversinha estúpida de "Eu não. Eu sou sempre eu mesmo." ou então, "Eu sou autêntico". Rá, claro. Tão autêntico que eu já devo ter escutado essa frase de pelo menos 15 pessoas autênticas diferentes. Aliás, existe até uma variação dessa frase: Eu sou original.

Não somos e lamento informar mas também não somos nós mesmos diante do mundo. Não que isso seja algo ruim. Aliás, acho mesmo isso necessário até para nossa própria sobrevivência. Tá certo que algumas pessoas usam máscaras diante dos outros, sendo estas máscaras ruins. Mas acho que a maioria de nós não.

Mas afinal, onde está o nosso "eu mesmo"? Você sabe que ele existe. E, no fundo, você sabe muito bem como ele é e como despertar ele. Você sabe se ele é uma criança feliz de 5 anos de idade ganhando um presente novo da vovó.

Ou se é um pequeno monstrinho que vive no armário esperando pra atacar alguém. Pode ser também alguém velho.

Mas o que fazer pra tirar você debaixo de todas as suas camadas e mais camadas e não-você e colocar você em controle de si mesmo?

(....)

Penso, penso, penso...

às 16:58
Penso, logo existo.
Mas de tanto pensar.
Acabei por cansar.

Hoje, eu penso e penso.
Mas logo desisto.

Sobre palavras e textos...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009 às 15:23
"São só palavras, texto, ensaio e cena.
A cada ato, enceno a indiferença.
A peça que interpreto,
Um improviso insensato..."

Obrigado, Renato!

Inocente? Só de rosto.

terça-feira, 10 de novembro de 2009 às 15:36
Ser feito de bobo é horrível. Quando você descobre uma mentira, toda uma encenação que fizeram para cima de ti, a única vontade que você tem é de se esconder para que ninguém veja a sua cara de bobo.

E também vem aquele sentimento de raiva, desgosto. Dependendo de quem te engana, vem também o ressentimento, amargura. Enfim, você se sente traído. Passa um tempo sem nem querer olhar para a cara da pessoa. Mas você acaba perdoando...

Porém, existem caminhos e caminhos a se trilhar para chegarmos ao perdão. Alguns destes são simples de serem seguidos, passagem retas onde se vê o final do trajeto facilmente. Bom, não sei vocês, mas quanto a mim, prefiro os trajetos difíceis.

Sou uma pessoa rancorosa, apesar de não demonstrar facilmente. Eu sinto um certo prazer na vingança. Gosto de me sentir por cima do ser que um dia me fez de trouxa.

Não sou trouxa. Alias, modéstia a puta que pariu, sou um ótimo jogador. E eu sei esperar pelo momento exato para me vingar. Eu sou aquele pequeno calo que, na pior hora, dói só para lembrar ao seu "dono" que existe.

Eu sou um calo, sou uma dor alheia. Sou a sombra que persegue aquele infeliz que sabe que fez algo para me prejudicar. Se a pessoa não me deve nada, não me tema. Sei ser leal e não uso de dissimulação gratuitamente.

Mas sou o pior dos piores quando quero. E alguns já aprenderam isso da pior maneira possível.
Então aqui vai o meu aviso. Querido, não me engane. No final das contas, de nós dois, serei sempre eu quem vai ganhar.

Não é um texto, é um manifesto...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009 às 07:14
Embora todo manifesto escrito acabe sendo um texto. Mas bem, indo diretamente ao ponto. Eu DETESTO calor. Enquanto várias pessoas vão a praia, pegam sol, se divertem no mar, fico eu aqui em casa tentando me proteger disso tudo. No máximo vou caminhar na beira-mar ao final do dia, quando o sol não está mais querendo me derreter.

Eu tenho pele branca demais, tenho calor demais e, além de tudo, ODEIO multidões suadas e aglomeradas num espaço pequeno. Resumindo: não gosto de praia.

Então fico eu, junto de meu melhor amigo no verão, o ar condicionado.

Eu gosto mesmo é do inverno. Do frio. De colocar vários casacos e mesmo assim sair de casa e sentir aquele vento gelado no rosto.

Mas nem tudo é perfeito. Acho que passarei os próximos meses desejando o inverno novamente. Ou então cederei. Em roma, haja como os romanos. Talvez eu dê uma chance ao verão e seu calor infernal.

Mas todos os dias eu acabo pensando:

"Será que dá para alguém desligar o sol da tomada?"

Uma bola de cristal, um pouco rachada...

domingo, 1 de novembro de 2009 às 07:47
Que pressão besta é essa que as pessoas fazem quando chega um feriado? Ainda mais quando é um feriadão.

"Você tem que sair. Gastar horrores de dinheiro numa única balada. Dançar até o amanhecer. Encher a cara de alcool até ir para no hospital em coma alcoolico."

Se você não fizer isso tudo, não terá histórias para contar ao seus filhos. Bom, pra começo de conversa, nem sei se vou ter filhos. E mesmo que os tenha, já imagino um bom par de histórias para contar a eles.

Mas e se, nesse feriado, eu quiser ficar apenas relaxando? E se eu quiser dormir um monte? Dar uma volta na praia e ver o por do sol? Tomar um sorvete na beira-mar? - Desculpem-me os que moram em cidades grandes, longe do mar. Para mim, ele faz parte do dia-a-dia.

E se eu quiser ir no cinema, ver um filme burro, só pra rir um pouco? Não tenho esse direito? As vezes me cansa só de pensar no que os outros pensam de mim. Vivo minha vida baseada no agora e isso é mais do que o suficiente.

Gosto de ficar em casa. Ler. Escrever. Assistir filmes. E isso tudo me basta.

E então, no futuro, encontrarei novamente aqueles que me tentaram botar pressão para sair, beber e dançar.

Um com cirrose, de tanto beber. Outro com problemas de insônia, de tanto desrregular o próprio sono. E o último com problemas nos joelhos de tanto pular - por que hoje em dia até pular é dançar.

E eu saudável - talvez não, também tenho meus maus hábitos.

E eles contaram suas histórias sobre como a vida antes era melhor.
E eu contarei minhas histórias de como minha vida SEMPRE foi boa.