Agradecimento de fim de ano (?)

domingo, 29 de novembro de 2009 às 15:44
Eu tenho MUITA dificuldade para fazer amigos. Eu admito isso.

No início eu sofria muito, mas hoje aprendi a aceitar e conviver com essa condição. Me desculpem, mas não sou do tipo que chega para animar a festa. Que puxa conversa com estranhos e faz amizade com todos. Claro que sou educado sempre que a situação permite.

Mas numa situação geral, sou introspectivo e reflexivo. Eu GOSTO de ficar observando os outros. Minha intuição sempre me funcionou muito bem. Embora há alguns anos eu tenha desejado ser o mais popular da escola, hoje eu dou graças a Deus por ter passado longe disso.

Com o tempo a gente vai vendo o que acontece com o nosso pequeno mundo escolar. Os populares acabam se prendendo a vida no interior. Cuidam simplesmente da empresa de seus pais. Ou acabam engravidando logo cedo uma garota - invariavelmente a mais popular - e acabam se casando. Alias, tal casamento renderia um texto a parte. Preciso me lembrar.

Já os estranhos - oi, eu - acabam saindo da cidade. Conhecem novos mundo, novas experiências. Não há problema em ser diferente, desde que essa diferença seja usada a seu favor.

Há um mundo todo a ser explorado e é isso o que eu quero para mim. Com o tempo você descobre que, mesmo não sendo o mais popular, você pode ter amigos. E como é bom ter esses amigos. Eventualmente você se separa deles, mas os verdadeiros sempre ficam.

Me sinto afastado dos meus amigos. Não há uma única semana em que eu não pense neles e em como eu gostaria de estar próximo a eles. Claro que onde eu moro tenho outros amigos também e gosto muito deles. Mas os outros são os meus primeiros amigos. Os de longa data.

Mas acho eu que, se eu voltasse para perto deles, sentiria falta dos meus amigos daqui. Puxa, que problema. Mas apesar de tudo, sou feliz.

Tenho amigos, não importa a distância deles. Tenho uma família. Sou estranho, com orgulho. Tenho um mundo todo pela frente e, muito importante, não tenho medo de conhecê-lo.

Como diria Lispector, "Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não tem nome."