Mais do mesmo

terça-feira, 30 de novembro de 2010 às 08:17
Eu não gosto de pouco. Nem de mais ou menos, médio. Quero muito, muito de tudo. Não me contento com um pouco de atenção, quero todos olhando para mim. Não gosto de um pouco de amor, quero o maior do mundo.

Não gosto de comer ou beber pouco. Como para engordar mesmo e bebo até cair. Gosto demais dos meus amigos, sou dependente demais, explosivo demais, temperamental demais. Sou mais que demais em tudo. Nunca conheci meios termos. Sou sempre oitenta.

Não sei e nem quero medir palavras. Falo tudo e mais um pouco. Ou você me ama ou me odeia. Não tenho problema com quem não gosta de mim. Desde que não me goste por completo. Nada de "Ah, não vou muito pra cara dele, mas é só ele não mexer comigo que eu não faço nada". Brigue comigo.

Quem sente pouco não está vivo, na verdade. Gosto do exagero por que sei que assim eu ainda tenho um coração que bate incansávelmente. Bate muito, bate forte. O sangue pulsa em minhas veias, correndo em cada parte do meu corpo e gritando "MAIS MAIS MAIS". E é isso, eu quero mais, sempre mais...

Por que só uma pessoa? Só um amor? Só uma vida? Só um amigo? Só uma família. Sou eu quem está aqui dentro desse corpo - e parando para pensar, por que só um corpo? - e eu faço o que bem entender.

MAIS, MAIS, MAIS e MAIS...

Insonia

quinta-feira, 18 de novembro de 2010 às 17:17
Eu deito para dormir. Já é tarde da noite e eu estou morrendo de sono. Sinto cada centímetro do meu corpo pedindo por, pelo menos, algumas horas de descanso. Eu passo o dia correndo, fazendo coisas que eu tenho que fazer. Resolvendo problemas, estudando trabalhando...

E minha mente é invertida. Quando eu estou fora, no mundo... quando eu devo me concentrar, é como se eu entrasse no automático. Eu simplesmente entro no dia e chego ao seu final sem me dar conta disso. É como se eu desse meu corpo para outra pessoa por algumas horas. E então, a noite, me devolvem.

E eu estou cansado, com sono, sujo, com fome. Tomo banho, como algo e vou para a cama. Mas ao me deitar, não desligo, como deveria. O "piloto automático" desliga. E então eu tomo consciência de tudo o que fiz. De cada palavra que eu disse e cada gesto que fiz. Eu deito e começo a pensar em tudo que poderia ter sido e não foi. Em tudo que foi e não deveria ter sido. Penso, penso e penso. E rolo na cama, exausto e com os meus pensamentos pipocando em minha mente de maneira aleatória, desordenada e constante.

Preciso desligar, preciso dormir. Amanhã é outro dia no automático até chegar a nova noite e voltar a pensar. Penso em tudo, em todos. E então penso que eu vi ele durante o dia. E não falei com ele. Mas eu nem o conheço mesmo. Mas eu o vi. Ele me chamou a atenção. Quem é, afinal? Não sei, mas gostei. E passo mais uma hora pensando nisso. E finalmente durmo, mas não paro de pensar. 

Tudo continua, nos meus sonhos.

Caixas e mais caixas

às 05:35
Nós temos medo do que não conhecemos. E acho que, a partir daí, resolvemos então, classificar tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, etc. Por exemplo, se temos vontade de meter um soco no meio da cara de alguém, classificamos isso como raiva. Se temos vontade de estar com uma pessoa e beijar ela, é amor. Se um homem beija mulheres, é heterossexual. Se uma mulher beija muitos homens, é piranha. Se um homem beija outro homem, é gay. Duas mulheres, lésbicas. 

O que não gostamos, é ruim. O que gostamos, bom. O resto, indiferente. O que falamos é certo. O que os outros falam, é errado. E por aí vai...

Mas por que é tão forte essa nossa necessidade de simplesmente classificar tudo. Algumas coisas são simples e PODEM ser classificadas. O que é amarelo, é amarelo e pronto. Não tem muita discussão. Mas tentar colocar sentimentos em caixas. "Eu te odeio, eu te amo, eu tenho saudades, eu te adoro, eu te quero bem, eu te quero mal, eu te quero perto/longe de mim". Por que simplesmente colocar tudo isso em caixas e mais caixas? Não seria melhor, simplesmente, sentirmos tudo isso, sem questionar o que é?

E acabamos sempre errando. Nem sempre é tão simples assim. Ok, eu beijo garotos e sou gay. E se amanhã eu acabar me casando com uma mulher e realmente amar ela? Então eu ERA gay? SOU bissexual? Foi só uma fase? Entendem? Não é tão simples.

Então vamos parar de colocar tudo em caixas. Vamos abrir as caixas já fechadas e vamos simplesmente deixar a vida seguir o seu curso e aceitar o que nos é dado. Vamos parar de nos importar com O QUE somos. Mas vamos nos importar com QUEM somos. Com o que cada um pode fazer. E vamos parar com a hipocrisia e começar a olhar nosso próprio umbigo em vez de julgar o próximo.

Saia da caixa. Lembre-se. Quem, e não o que você é.

Despedida e algumas lições aprendidas.

domingo, 29 de agosto de 2010 às 19:15
1- Eu aprendi que dizer "tchau" e "adeus" para as pessoas que a gente ama é algo muito difícil e que ninguém deveria ter que passar por isso. A gente devia poder carregar todas as pessoas que gostamos nas nossas costas ou no bolso, onde quer que a gente fosse.
 
2- Aprendi que, nesse mundo, a gente tem que ser forte. Se não formos, não sobrevivemos. Mas aprendi também que, para algumas pessoas, a gente pode amolecer. Se você se desarma, o outro também irá fazer isso. 
3- Aprendi que lágrimas podem ser de tristeza e de felicidade. E podem ser de tristeza e felicidade ao mesmo tempo. E aprendi que, se você chora, você deve chorar PARA alguém, e não POR alguém. Seja de tristeza ou de felicidade, chore PARA alguém e esse alguém irá chorar PARA você, também. E então chorem juntos, trocando risos bobos ou oferecendo o ombro.

4- Aprendi que distância existe de várias maneiras: Distância física, onde o ponto A fica a tantos metros do ponto B; distância entre amigos, que faz você sentir muita saudades, mas parece que nada muda quando vocês se reencontram. E a distância afetiva, onde não importa o tamanho da distância física que separa você da outra pessoa, mas você sabe que no pensamento e no coração, a pessoa tá do teu lado.

5- Aprendi que amar alguém não é uma fraqueza, afinal. Amar é um processo natural e quanto mais você ama quem está ao seu redor, maior é a chance de você ser amado também.

6- Aprendi que, no meu coração, tem espaço para tudo e espaço para todos. Minha família, meus amigos, meus colegas, conhecidos, sentimentos, angústias... Meu coração existe sim e é maior do que eu poderia esperar que ele fosse. 

7- Aprendi que a família é muito importante, mas a gente não escolhe. E é um amor "óbvio". As pessoas esperam que pais amem os filhos, irmãos se amem, etc.. Mas os amigos, esses são tão importantes quanto a família. E esses a gente escolhe. E amar um amigo é você conhecer alguém que não tem a obrigação de gostar de ti, mas que gosta e te ama do mesmo jeito.

8- Aprendi que a palavra amor nunca é dita demais. Saudades também não. Assim como amizade, amigo, gostar... e tantas outras...

9- Aprendi que eu tenho os MELHORES amigos do mundo e que, por mais que eu não fale isso todos os dias, para todos vocês, eu quero que vocês saibam que TODOS estão no meu coração.

10- Por fim, aprendi que, mesmo "adeus" sendo extremamente difícil de dizer, o homem criou uma maneira mais fácil de fazer uma despedida. Em vez de "adeus", existe "até logo".

Então eu não vou dizer "Adeus". Aqui fica o meu Até Logo. Até o ano que vem. Até 2011, meus amigos. Saibam que a parte mais difícil de ir para fora, é saber que não vou ter vocês por perto todo esse tempo. Mas não quero ninguém triste. Um ano passa muito rápido e eu não estou indo fazer algo ruim. Vou descobrir um pouco mais sobre a vida. E vocês fiquem aqui, todos bem. Descubram a vida de vocês também. Amem-se como eu amo cada um de vocês. E saibam que eu estou indo, mas meu coração fica aqui com cada um de vocês.

Vocês são os melhores amigos que alguém pode querer na vida e eu não seria nada sem vocês. Talvez eu pareça feito de pedra, as vezes, mas por baixo disso tudo, ainda sou carne e osso e puro sentimento.


amor amor amor amor amor...

domingo, 8 de agosto de 2010 às 22:15
Eu acredito no amor, ainda. Apesar de normalmente deixar transparecer a ideia contrária, eu acredito no amor, em sua melhor forma. Mas que fique bem claro que eu acredito no amor real, no amor que todos nós podemos sentir, não aqueles dos filmes, onde tudo é perfeito e, depois de uma briga feia, a relação está tão fortacelida que nunca mais haverá um único arranca-rabo.

Não acredito no amor de comercial de margarina, onde uma família feliz toma café-da-manhã numa mesa, em pleno jardim, com suco fresco, comendo torras e rindo, todos lindos, maquiados e bem dispostos. Mas eu acredito no amor de uma família.
Acredito no amor de um pai pelo seu filho quando, com o coração sangrando, ele o coloca de castigo, proibindo de sair com os amigos. Imagino o quanto isso deva doer no pai, mas ele sabe que essa atitude é precisa para ensiar uma lição importante ao filho. Isso sim é uma verdadeira prova de amor.

Entre namorados, dar flores, uma caixa de bombom, um cartão, fazer um jantar, levar ao cinema... tudo isso é muito simples, muito fácil. Gosto de ver e sentir aquele amor do ciúmes, quando a pessoa gosta tanto que acaba perdendo a cabeça mas, por conta desse mesmo amor, vem arrependida depois pedir desculpas pela atitude irracional.
Gosto do amor daqueles que ficam no domingo em casa, a tarde, sentados no sofá. Ele vendo TV, ela lendo uma revista. Não conversam. Não precisam conversar. O silêncio não é constrangedor, ao contrário, é reconfortante.

Mas talvez o amor que eu mais acredite é também o que eu ainda não tive a oportunidade de sentir. Eu acredito naquele amor avassalador, que faz você perder o ar quando aquela pessoa especial entra na sala. De repente, tudo ao redor some e você só vê aquele objeto de adoração imensa. O frio na barriga, as mãos suando, aquele calafrio e você sente que está pálido e, ao mesmo tempo, vermelho de vergonha.
E quando ele fala contigo, há um misto de surpresa e felicidade. Surpresa por que ELE te notou. Felicidade por que ELE está falando contigo. Aquelas palavras perfeitas estão sendo direcionadas a você. Eu acredito nesse amor, que faz você se sentir bobo de felicidade, só com um olhar. Esse amor, essa cumplicidade.

Eu nunca tive o prazer de sentir um amor assim. Então como eu sei como ele funciona?

Quem sou eu?

domingo, 25 de julho de 2010 às 21:09
Pouco me importa quem sou eu. Me definir não mudaria nada em minha vida. Conseguir me encaixar ou fugir totalmente das convenções, qual é o propósito? Se há tanto pos aí já fazendo isso por mim, sem que eu peça, por que devo me preocupar em me definir?

É divertido, confortável viver sem saber quem eu sou. A cada dia, quando acordo, me surpreendo com uma nova atitude, sou um desconhecido para mim e nunca sei o que esperar. Nunca sei quando venho de bom humor ou de mal humor. Se vou acordar disposto ou já cansado. Afinal, não me conheço.

As vezes tenho a impressão que eu já me vi antes. Quando olho no espelho, tenho quase certeza que já vi aquela pessoa que me encara com a face mimetizando a minha, mas não.. era só alguém parecido. Sou um anônimo, sou sem nome, sou desconhecido. Se nem eu me conheço, quem dirá os outros, aqueles que tentam me dizer quem sou.

Tentam dizer que sou homem, que sou boa pessoa, que sou estudioso, um devasso, sem rumo, certo, errado, louco, sóbrio, são, medroso ou corajoso. Pouco importa. Definições são palavras e pessoas são atitutes. Impossível dizer quem é quem. Hoje posso ser eu mesmo, amanhã alguém completamente novo. Posso ser você enquanto você sou eu.

Podemos ser quem a gente quiser. É só querer. E não nos atermos as definição. E no final das contas, depois de tantos ditos e não ditos, quando deitamos a cabeça no travesseiro e dormimos, a espera de um novo dia para sermos outro novamente.. nessa hora, somos ninguém... somos nada.

Bicho Estranho

sexta-feira, 23 de julho de 2010 às 22:38
O ser humano é, definitivamente, um bicho estranho e que não deixa de me surpreender a cada dia. E sim, eu me incluo nisso tudo. As vezes eu mesmo me surpreendo com certas atitudes que eu jamais imaginei que fosse tomar.

Mas somos tão estranho que chegamos ao ponto de fingir sermos o que nunca fomos pelo simples fato de que essa imagem falsa agrada aos outros. Até certo ponto, fingir um pouco, para você parecer melhor, mais educado, mais legal ou para impressionar alguém, é algo aceitável. Mas, a partir do momento de que você veste uma máscara e assume uma postura que não é em nada parecida com a sua, aí você está exagerando. E pior, muitas vezes fazemos isso para agradar a quem nem conhecemos.

E daí se a sociedade diz que você tem que ser heterossexual, casar, ter um bom emprego, filhos, não pode gostar de sadomasoquismo, deve ser saudável, etc... Ir contra a corrente faz bem, se isso significar que você é simplesmente você. Muitas vezes vemos pessoas deprimidas, se suicidando ou simplesmente sucumbindo pouco a pouco, até morrer. E aí dizem "ah, esse estava com problemas sérios". Quem sabe se essa pessoa não tivesse sufocado a voz dentro dela, gritando desesperadapemente por um pouco de ar.. quem sabe se assim essa pessoa não estivesse viva.

O que mais me irrita no ser humano é essa mania irracional e que, confesso, não sei aonde surgiu, de querermos controlar a vida alheia. Para mim, pouco importa se fulano é gay ou divorciado ou milhonario. Se ele segue a vida dele sem interferir na minha, não vejo o menor motivo para interferir na dele. E assim deviamos ser todos. Respeitar o espaço e sabermos aonde pisamos.

Mas muita gente já disse isso. Um até foi crucificado por dizer que, só para variar um pouco, poderiamos ser legais uns com os outros. Eu só sou mais um dentre muitos que repete esse mantra. E o ser humano, que tanto se orgulha de ser um animal racional, aparentemente ainda não entendeu essa mensagem.

É.. definitivamente somos um bicho estranho.

Ambiguidade

domingo, 18 de julho de 2010 às 18:00
Nunca fui muito fã de super-heróis. Talvez porque eles sempre são muito certinhos, caretas, só querem o bem e são incapazes de machucar uma formiga (embora desçam o cacete nos super-vilões, as vezes). Um super-herói quase sempre tem um disfarce ridiculo, com cores que chamam a atenção. Ele normalmente morre de amores por uma garota igualmente sem sal, sem graça e sem bom senso.

Ao mesmo tempo, nunca gostei dos super-vilões. Acho eles muito egocentricos e narcisistas. São metidos, tem complexo de superioridade, não tem compaixão e odeiam a tudo e a todos. Aliás, por que eles sempre querem dominar o mundo? Qual é a deles? O mundo é muitto grande pra você comandar. Por favor, domine um país, um estado. UMA CIDADE!! O simplesmente tente ser um prefeito.

Mas o maior motivo para eu não gostar de nenhum desses dois tipos de personagem é o fato de eles serem extremamente irreais. Eles não existem no dia a dia. E não falo dos superpoderes, mas sim da personalidade. NINGUÉM é bom ou mau a todo o momento. Somos seres humanos, maliciosos, maquiavélicos, interesseiros e ambivalentes. Mudamos de atitude e de opinião como nos convém. E não há nada de errado nisso. Ninguém nos condena. As vezes, é necessário ser maldoso para sobreviver. Um cordeiro no meio de lobos não vai muito longe.

E as vezes é bom ser bom. A bondade gera bondade. Um favor por outro favor. E assim vamos caminhando. Nem bons, nem maus. Nem batman, nem coringa. Somos o meio termo do caráter. Somos humanos.

... Deixa pra lá.

terça-feira, 29 de junho de 2010 às 19:17
Por um dia, esqueça dos seus problemas. Esqueça da sua vida. Esqueça, até mesmo, quem você é. Simplesmente deixe a sua vida fluir. Não questione, não dúvide. Somente viva o que tiver que acontecer.

Não tenha medo, jogue-se de cabeça. As cobranças do seu chefe, suas provas na escola, o aniversário do seu amor? Por um minuto, faça de conta que nada disso existe. Olhe para os lados e deixe-se sentir como é não conhecer ninguém. Vá a um lugar onde você nunca esteve antes, mas sempre quis ir.

Se você costuma durmir cedo, durma tarde. Se você costuma durmir tarde, deite-se cedo. Leia um livro, mas leia de verdade. Entenda cada palavra escrito nele. Entenda o que o autor quis dizer. E o mais importante, que seja um livrinho água com açucar. Nada de ler algo "inteligente". Assista um filme de comédia. Ouça uma música suave. CANTE a mesma música suave a plenos pulmões.

Respire fundo, feche os olhos, deite-se no chão. De preferência, na grama. Vire as palmas das mãos para baixo, sinta o solo por baixo de ti. Sorria como uma criança, ao menos mais uma vez. Não tente entender os seus sentimentos, apenas deixe eles fluirem através de você, do topo da sua cabeça até o dedão do seu pé.

Levante-se e corra. Corra muito, rápido, até não ter mais folego e depois sente-se no chão ou numa cadeira e perceba o alívio que é ir recuperando o ar aos poucos. Deixe o suor escorrer pelo seu corpo. Livre-se de suas roupas (em público, se tiver coragem e não tiver polícia por perto). Tome um banho bem quente. Seque-se, vista-se. Tire a roupa novamente e agora tome um banho bem gelado. Seque-se, vista-se.

Leia história em quadrinhos. Ria das piadas inocentes.

Por um dia....

Tudo...


Tchau!

segunda-feira, 21 de junho de 2010 às 08:39
E você que só me fazia mal, não está mais em minha vida. De repente eu tenho tempo para mim mesmo, sem ter que cuidar dos seu problemas. E agora eu estou em paz. Esse sentimento é libertador. É acordar num novo dia e saber que não te devo mais satisfações.

Olhando pra trás, não me arrependo daquilo pelo que passamos juntos. Tudo isso me fez mais forte, mais inteligente. Agora segue tua vida que eu vou seguir a minha. E vai em paz. Te desejo o melhor, de verdade. Talvez você me odeie, querido, mas eu não. Para mim, você não fede nem cheira. Prefiro fingir que você nunca existiu na minha vida.

Eu vou agora ser feliz. Vou correr atrás do que me faz bem. Afinal, já perdi tempo demais, empatado no mesmo lugar contigo. Pelo menos não andamos de ré. Apenas ficamos parados. E agora é a minha hora de ir adiante, te abandonando, enquanto você continua parado o mesmo lugar.

E isso vale para você, e você, e você, e todos vocês. Portanto, adeus. Já chegou a minha hora, meu trêm está partindo, minha carona está saindo e eu vou junto para o futuro que me aguarda e que eu sei que vai ser melhor do que... isso. Isso que você tem a me oferecer.

Acho que não me resta mais nada a dizer e, francamente, estou bem cansado de te ouvir também. Então agora... tchau.

Cortar as raízes

quinta-feira, 17 de junho de 2010 às 12:46
Mudamos o cabelo. Mudamos de roupa. Mudamos até o nosso rosto - por que convenhamos, cirurgia plástica é tão comum quanto chulé em pé de maratonista. Então porque ainda temos tanto medo de mudar de atitude? Uma simples atitude.

Um olhar diferente, um sorriso em vez de uma cara fechada. Um 'obrigado'. Embora a gente mude constantemente, diariamente, a cada minuto, me parece que, em alguns momentos, nos agarramos as nossas raizes de forma tão impiedosa que, para nos soltar, somente com um caminhão rebocador. E as vezes, nem assim.

O medo. Sempre ele. Não mudamos por que tememos o que vai acontecer. Temos medo do desconhecido, da nova reação das pessoas. Temos medo de julgamentos alheios a nossa nova atitude. Mas já que a onda é mudar de atitude, mude essa também e pare um pouco de se importar com a opinião do próximo. Seja feliz consigo mesmo e faça, ao menos uma vez na vida, o que você realmente quer.

E então vamos mudar radicalmente. Não iremos julgar para não sermos julgados. Se a pessoa ao seu lado mudou sua atitude, não julgue o que ela mudou. Seja inteligente e julgue o fato de ele ter tido coragem de ter mudado algo.

E sejamos felizes... largue o namorado traidor, procure um trabalho que te deixe mais feliz, fale tudo o que está preso na sua garganta há 1 mês e você não teve coragem de dizer ainda. Grite, cante, dance, fale, seja feliz... seja livre pra ser quem você é.

Ande na rua cantarolando. Se as pessoas te olharem torto, cante ainda mais alto. Sorria para os desconhecidos. Não se prenda ao passado. TODA mudança tem seu valor. Mesmo que seja algo errado, lembre-se que o erro nos torna mais sábios. Compre uma moto, viaje pela serra.

Case-se, caso queira. Ou então, peça o divórcio. Só não tenha medo de ser quem você nasceu pra ser. Não somos iguais uns aos outros e, me parece, que algumas pessoas tem uma imensa dificuldade em perceber isso.

Pois bem, se algum dia você estiver andando e cantando... e te olharem torto. Simplesmente sorria e olhe para os pés da pessoa. Quando ela perguntar o que você está olhando, diga:

- Só estou vendo a melhor maneira de cortar suas raízes.

Delírio

terça-feira, 18 de maio de 2010 às 13:24
Ver através das pessoas. Ver as pessoas, o que cada um realmente é por trás da sua máscara. Todos nós fingimos ser algo que não somos para agradar os outros. O problema é que, depois de tanto tempo fingindo assim, esquecemos quem nós somos realmente. Somos sangue, carne, osso, desejo, raiva, tudo junto e misturado num único corpo, numa única mente. Será?

Somos um fogo ardendo, pedindo para ser alimentado de todas as maneiras possíveis. Queimamos a quem nos toca, mas nos queimamos se o fogo do outro for mais forte. Somos água. Um balde de água fria na cabeça de alguém. Com uma única frase, podemos afogar a alegria de uma pessoa, ou afogar a pessoa em alegria.

Somos muitos dentro de um só, sendo quem convém a cada momento. Somos únicos dentre iguais. Animais, por existência. Humanos por opção. Somos a raça que se classifica e classifica aos outros. Nos importamos com os outros, com suas opiniões. É uma pena que a gente faça isso da pior maneira possível.

E tudo isso para que? Para chegarmos no final dessa vida, para irmos além e não levarmos nada. De tudo o que batalhamos, de tudo pelo que brigamos, só levamos uma coisa: a nossa história.

E então eu voltei a prestar atenção na aula.

---------------------------------------------

Acho que eu nunca fiz uma propaganda no meu blog, pelo menos, não abertamente. Pois bem, ontem eu conheci uma campanha que está acontecendo nos EUA e está se estendendo a vários outros países do mundo. Não vou entrar em detalhes dela, pois o site explica tudo muito bem. Quem entende bem inglês, vale a pena conferir: http://www.wegiveadamn.org

Contigo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010 às 13:07
As ondas vem e vão, como sempre. O céu está azul, sem nenhuma nuvem. A areia que toca o meu pé é fina, fria e quase branca. A brisa vem gentilmente até meu rosto que estampa um sorriso bobo de criança que acabou de ganhar um presente. E esse friozinho que me faz ficar mais encolhido é tão gostoso.

O dia tá bem calmo. Talvez eu tivesse muitas coisas para fazer, mas nesse exato momento eu não sou mais eu mesmo. Eu sou um pedacinho de nada, que foi esquecido no mundo. E assim quero continuar sendo, só por mais cinco minutos, por favor. Eu quero olhar para além do horizonte e poder imaginar uma ilha linda, que nunca foi descoberta e que está cheia de animais, frutos coloridos e mata verde. Um verde vibrante e vivo.

Uma mexida. Tento me acomodar novamente, os meus pensamentos já começam a se confundir com alguns sonhos. Tenho quase certeza que vejo pessoas caminhando na praia, passando a minha frente. Mas tenho quase certeza também, que aquele cachorro rosa não existe. Então, por um segundo eu desperto. Mas a vontade de ser um nada novamente é maior.

Eu fecho meus olhos e me encosto no seu ombro. O sono vem junto da sua mão que me faz carinho na cabeça e no pescoço. De repente, o resto do mundo não me importa mais. Só me importa o aqui e o agora. E toda essa paz que eu sinto por estar contigo. E tudo é tão bom que, quando adormecido, sonho que estou na mesma praia, no mesmo banco, dormindo encostado na mesma pessoa.

Eu sonho contigo. Eu durmo contigo.

Meu coração

terça-feira, 11 de maio de 2010 às 11:38
A chuva cai impiedosamente lá fora. Simplesmente não dá trégua. As pessoas estão passando correndo na calçada. E para complicar ainda mais a situação, está frio... BEM frio. Mas eu não me importo. Eu estou aquecido, protegido e seguro.

Aqui dentro eu tenho tudo o que preciso ao alcance de um pensamento. Se sinto frio, penso no calor que você me faz sentir quando coro de vergonha escutando os seus elogios. E as goteiras que existiam até pouco tempo no meu coração, você vem arrumando elas pouco a pouco. Assim eu estou seco e aquecido.

A tua presença é tão forte que me entorpece de uma maneira gostosa. É um jeito débil que eu fico, bobo, feliz. Um jeito deliciosamente perdido esem chão. E eu já não me preocupo com isso. Por que, no final das contas, você me faz bem. Você é o abrigo que me protege dessa chuva e o fogo que me esquenta. O fogo que eu quero por perto e vou aproveitando aos poucos, para não me queimar e não extinguir de uma só vez.

E assim eu fico bem, você fica bem e ficamos secos. Juntos. Já não tenho medo da chuva, do frio, das goteiras que me inundavam antes. Agora eu estou seguro, dentro daquilo que você me ajudou a concertar. E está tudo tão arrumado, tão concertado que me arrisco dizer, tem lugar para mais um.

Eu estou seguro dentro do meu coração. Você quer entrar aqui também?

Hábitos, vontades e um pouco de tudo mais.

quarta-feira, 5 de maio de 2010 às 17:43
Eu to com uma vontade absurda de escrever. É como se cada célula do meu miserável corpo gritasse, urrasse, implorasse para que eu colocasse minhas ideias num papel(blog, no caso). Mas, quando eu filnalmente sentei pra fazer isso, percebi que eu não to com nenhuma ideia.

Maldito hábito de escrever. Preciso fazer isso até quando não tenho o que escrever. Eu virei escravo de um hábito. Se não escrevo, me sinto mal. É uma agonia, um sentimento de nada que precisa ser preenchido por algo, qualquer coisa. E daí acontece isso. Esse texto. Algo que não tem um tema ou algo de útil a ser discutido.

Acho que estou com um certo esgotamento cerebral. Meus neurônios estão pedindo arrego já. Qualquer hora dessa eles desligam e eu ganho um oscar por "Melhor Interpretação Narcoléptica". Não sabe o que é narcolepsia? Google it, babe.

Enfim, eu tenho uma porrada de coisas para fazer, um outro blog que está pronto para ser lançado, mas falta a porra de um nome. Merda. Sou péssimo para dar nome as coisas. Vocês não tem ideia de quanto tempo eu demorei para inventar o nome desse blog aqui. E PIOR, esse não era o nome original.

É uma decepção, cada vez que eu abro o blog para ler comentários (como se muita gente comentasse. Mente Hiperativa sempre me salva nisso.) ou postar algo novo, eu olho o nome e penso "não era pra ser isso".

Mas agora é. Ponto final. Fique feliz com isso, Sr. Pedro. Pare de procurar a perfeição ao menos uma vez. Let it go. Deixe estar. Curta a vida.

Haha. É fácil falar. Mas como eu disse, sou escravo dos meus hábitos: de escrever, de procurar defeito onde não existe, de fazer piadas com humor negro, etc...

E eu to com uma vontade absurda de escrever... Espera! Passou.

Hotel

sábado, 1 de maio de 2010 às 17:58
Acabei de assistir "Um hotel bom para cachorro". Certo, eu não tinha nada melhor para fazer. É sábado a noite e eu estava entediado. Então liguei a TV e, por coincidência, o filme havia acabado de começar. Então resolvi assisti-lo. A história é super batida, e como não sou crítico de cinema, não vou entrar na sinopse do filme.

Mas o ponto em que eu quero chegar é o seguinte. Eu acho que pelo menos umas 5 ou 6 pessoas que eu conheço deveriam ver esse filme. Mas deveriam ver ele AGORA! Nesse exato instante. E de preferência, deveriam ver juntos.

Apesar de ser clichê e meloso até um certo ponto, o filme cumpre bem com o efeito "afinal, o mundo ainda tem jeito". Eu, particularmente, adoro filmes assim. Eu tenho uma tendência a ser realista demais e acho que qualquer coisa que consegue me arrancar da realidade e fazer eu me sentir confortável, é algo digno de um pouco de atenção. Essa fuga é saudável as vezes. E o calor que o filme despertou dentro de mim foi algo tão gostoso. É um calor que eu tenho certeza que pode derreter o gelo que algumas pessoas parecem ter escolhido colocar em volta de seus corações.

O que eu vejo ao meu redor é mágoa e ressentimento. E como eu não estou envolvido diretamente nesses problemas, eu acabo tendo uma visão interessante deles. Eu vejo amigos se negando. Optando por um caminho de pedras que machucam os pés, enquanto a outra passagem, com a grana verde e fofa, está a sua espera. E tudo isso por M-E-D-O. Medo, e também, um pouco de acomodação e preguiça. A gente tem medo de mudar. As vezes as mudanças nos assustam demais. Mas no fundo elas são boas. Mesmo que a curto prazo elas nos machuquem, a longo prazo elas costumam nos fazer bem.

Não mudamos por que temos medo de machucar alguém próximo de nós. Mas aí eu me pergunto, nessa ansia de NÃO mudar, de tentarmos agradar aos outros, por um acaso a gente conta quantas pessoas estamos machucando também.

Aqui está a verdade, segundo o meu pondo de vista: Não podemos agradar a todos, infelizmente. Então acho que devemos partir de dois pontos. Primeiro, devemos NOS agradar. Nunca sabemos se o próximo pensa na gente. Então sejamos um pouco egoístas e pensemos em nós mesmos. Segundo, já que não podemos deixar todos felizes, deixemos a maioria. Se a não-mudança deixa um feliz e dez tristes, e a mudança deixa 10 felizes e 1 triste, vamos optar pela mudança.

Não vamos ter medo. No começo parece difícil mesmo, mas se a gente se manter fiel a nós mesmos, a solução bate na nossa porta.

Vamos fazer que nem os cachorros do filme: vamos buscar nossa casa, nossos amigos, nossa família, as pessoas que nos amam.

NINGUÉM tem o direito de escolher em nosso lugar as pessoas que consideramos amigas ou não. Isso é nossa escolha. Qualquer um que vá contra isso, não está do nosso lado.

Vamos fazer que nem as crianças do filme: Não vamos ter medo de arriscar, vamos mudar e vamos enfrentar as consequências. Vamos todos correr atrás da nossa felicidade.

Ritual

sexta-feira, 16 de abril de 2010 às 17:43
É um instante efêmero. Tudo se passa ali, em um piscar de olhos, em uma piscada da luz. Andando, conversando ou dançando. Não que eu esteja prestando atenção. E, na verdade, jurei para mim mesmo que eu não iria me repetir. Mas novamente estou eu olhando para você. Um novo você.

Não sei o que causa tudo isso. Será a bebida que me sobe a cabeça e me deixa meio tonto (a mesma bebida que vai fazer eu me aproximar de ti), ou será que é o efeito criado pela fumaça de gelo seco e as poucas luzes que piscam incessantemente? Não sei exatamente, mas você é perfeito. Os movimentos, a dança, a troca de olhares. Tudo me convida a você.

E o mais interessante é saber que no dia seguinte, provavelmente nem iremos nos falar. Talvez eu nem me lembre do seu nome. Quem sabe eu acorde ao seu lado e pense 'quem diabos é essa pessoa?' E então tudo acaba. Era só mais uma noite. Não faço - fazemos - isso por que temos esperança de algo maior.

Na verdade é uma caçada desenfreada. Ali ganha o que estiver mais desesperado por um pouco de atenção. Aquele que estiver mais carente. Afinal, estamos num ponto muito baixo para que os elogios de um estranho nos levante a nossa estima. São horas que se passam desde o planejamento de onde ir, passando pela roupa, o banho, até como chegar e entrar no lugar.

Somos extremamente fixados no ritual. E o pior é que nem sempre ele dá certo. Mas e daí? Você não me quer? Há quem queira, e talvez esse alguém seja esse seu amigo dançando ao seu lado. Ironia das ironias, você não quer, mas tem que aguentar a noite toda uma pessoa estranha.

E lá pelas 5 horas da manhã é só mais um adeus-beijos-eu-te-ligo-nem-morto-nunca-mais-vou-te-ver-semana-que-vem-tem-mais.

E nada restou...

segunda-feira, 5 de abril de 2010 às 12:31
Depois que você partiu, fiquei sem chão, sem alma, sem coração, sem vida. Fiquei sem uma direção para caminhar ou um objetivo a cumprir. De repente, me vi perdido num mar de incertezas. E o mundo parou para mim. A cena bem que podia estar num vídeo de música: eu sozinho em meio a uma multidão de pessoas que passavam por mim sem ao menos imaginar o que estava acontecendo comigo.

Os dias iam se arrastando. A minha cama que antes estava sempre arrumada, de uma hora para a outra, ficou com os lençóis amarrotados, com os travesseiros tortos e molhados de tantas lágrimas que eu derramei neles. E, mesmo sem ser inverno, a casa inteira parece gelada. A sala está gelada, o quarto está gelado. Minha cama está gelada. Tudo isso por que você não está lá.

Eu caminho perdido nos meus próprios pensamentos, vagando de um lado para o outro. A minha atenção está sempre no que não existe mais em minha vida: como você sorria, como andava, o seu jeito de falar. Trabalho, estudo, compromissos... tudo parece uma distração para o que eu realmente quero fazer. Eu quero e só penso em ti.

Os dias passam e a saudade aumenta ao passo que as lembranças diminuem. Você ainda está comigo, mas seu rosto não é mais tão visível, tão nítido. E eu me perco numa névoa densa de confusão. Não estou pronto para te esquecer, e ainda não estou pronto para seguir em frente.

Eu estou nú em pêlo. Vulnerável até o último fio de cabelo de minha cabeça. Não me restou mais nada. Estou novamente eu com minha vida. Você se foi. E por favor... meu amor, já que você foi embora, não se dê ao trabalho de voltar para mim.

O dilema do copo

domingo, 4 de abril de 2010 às 17:17
Eu nunca gostei de algo feito pela metade. Na verdade, eu acho frustrante. É aquela velha história do copo que está até a metade com água. Daí se pergunta: o copo está meio cheio ou meio vazio? E daí eu pergunto, uma meia verdade é mais verdade ou mais mentira?

Não gosto de amizades que são pela metade, onde só podemos confiar até um ponto no nosso amigo. Gosto quando eles se entregam por completo para nós e, assim, fazem com que eu me entregue completamente também. Por que uma meia amizade é também uma meia desconfiança.

E os meio honrados, meio dignos, meio honesto? Serão eles homens de verdade ou apenas carcaças cheias do mais puro descaso que a humanidade pode presenciar. E não há também meio altruísmo ou meio egoísmo. Há o completo, a devoção. E um não exclui o outro, pois todo altruísmo é um pouco egoísta.

E o amor.... Quem ama pela metade, ama? Ou é apenas uma paixão? É possível amar até um ponto e dali não passar? Não. Por isso eu digo que eu gosto dos extremos.

Comigo é sempre assim: vai ou racha, oito ou oitenta. Prefiro uma decepção completa do que uma meia conquista. Eu não sei medir termos. Ou eu gosto, ou não gosto. E quero que seja assim comigo também. Me amem ou me odeiem. Detesto a indiferença. Aliás, ela nada mais é do que o meio dos meios.

Quem está no meio do caminho, não chegou aonde está indo mas está longe demais para voltar ao ponto de partida. E o meio da encruzilhada é uma dúvida a ser resolvida. Quem fica no meio, não chega a lugar nenhum.

Meios limites não são limites, mesmo. Meio poder é uma total ausência dele. É figuração.

E por isso, se me perguntam, o copo está meio cheio ou meio vazio, eu respondo:
- O meu? Ele estava totalmente cheio. Quem foi o infeliz que bebeu dele?

Nem tão bom assim...

segunda-feira, 15 de março de 2010 às 09:25
É assim, sem mais nem menos, que termina mais um relacionamento. Pode ser um namoro, um noivado, até mesmo um casamento. Ele terminou. Mas tinha que ser um relacionamento de verdade. Você tinha que amar a outra pessoa pra caralho e estar extremamente envolvido com ela.

Tá, pode até ter sido você mesmo quem terminou a relação, por qualquer motivo. Mas se você realmente amava a pessoa com quem estava, você VAI sofrer. E não me venha dizer que não. Que está tudo bem. Que você já está olhando para frente. Que no horizonte nasce um novo dia cheio de novas possibilidades. Eu simplesmente não acredito. NÃO ACREDITO. Você está mal. E com razão. Afinal, você não está mais ao lado da pessoa que você ama.

Pare por um segundo e pense: Como é, num segundo você tem alguém muito especial contigo. Em seguida, não tem mais. Corte seu braço fora. Talvez a perda seja mais ou menos a mesma. Claro que um braço sempre vale menos. Ou não?

Enfim, vocês terminaram. E você está sofrendo. Não? Desculpe, mas você está. No máximo, está guardando este sofrimento para você mesmo. Está tentando maquiá-lo. Mas não adianta, cedo ou tarde ele virá. É um direito e uma condição obrigatória a nós. Temos que sofrer por um amor partido para podermos nos recuperar dele. Então pense assim, quanto antes o sofrimento vier, antes ele passará.

Então sofra, chore, ligue pra seu melhor amigo no meio da madrugada, acorde ele, chore e fale que você quer morrer, que sua vida não tem mais sentido. Fale que tudo perdeu a cor ao seu redor. Que qualquer coisa que você escute/cheire/olhe/coma/encoste te lembra o seu (ex)amor. Coma barras e mais barras de chocolate. Assista filmes melosos só para ficar com inveja dos finais felizes. Depois corra horas numa esteira de acadêmia para poder dissipar toda sua raiva. Ligue para o ex, fale que você ainda o ama. Deixa milhares de recados na sua caixa postal. Depois tente entrar na casa dele com a sua cópia da chave (viu como foi bom não ter devolvido ela ainda?) só para apagar os recados.

E então chega. Hora de começar a melhorar. Depois desse período de sofrimento (quando tempo? dias, meses, anos?) algo começa a mudar. Logo no início é uma mudança extremamente sutíl. Você mal percebe ela. Os pássaros estão cantando lá fora. Mas e daí? Provavelmente ele estão só tirando sarro da sua cara por você estar só e abandonada.

E olhe, sua TV voltou a ter cores. Alias, sua casa também. E o resto do mundo. As pessoas sorriem para você ao te cumprimentarem. E então você esbarra nele um dia, andando na rua. Voltamos ao processo do sofrimento. Repetir todas as etapas até aqui.

Ok, repetido? Então temos os pássaros cantando e as cores do mundo. Cuidado para não esbarrar nele novamente. Você consegue ir a casa dos seus amigos para jantar. Nada de festas ainda, é uma incursão social muito forte. Mas um jantar até que rola, né?

E agora você se livre de todas as barras de chocolate que não comeu - mas deixa uma guardada, para depois do jantar. E você volta a trabalhar/estudar - sim, você estava até indo para o trabalho ou escola, mas convenhamos que sua cabeça mal funcionava.

E num belo dia, algum tempo depois, você acorda bem. Você se sente nu e vulnerável. Algo está faltando, mas o que? Você se agarra com todas as forças àquele último fiapo de sofrimento que ainda existia, mas ele acaba se desfazendo. E então você está bem. Você o superou.

Se pararmos para comparar, depois de tudo isso, meses após o fim do relacionamento, estamos sempre mais fortes. Tanto que sempre estamos prontos para um próximo. E aquele sofrimento que parecia interminável, terminou. A sensação de que o mundo girava enquanto nós estavamos estáticos, bom, era verdade. Mas surpresa! Estamos caminhando com o mundo novamente.

As tristes memórias que alimentávamos e acariciávamos com todo nosso sofrimento se foram. Elas ainda estão conosco. Ainda podemos nos lembrar de todas elas. Mas, ao olharmos para trás, essas tristes memórias acabam se tornando lembranças. De certo modo amarguradas, é claro. Mas lembranças gostosas de um tempo bom que já foi vivido, um ciclo encerrado. E é hora de começar um novo.

E então, num belo dia, caminhando na rua, você encontra seu ex. Você tem duas opções. Você surta e volta a estaca zero e repete tudo o que foi dito até aqui, quantas vezes precisar. Ou você olha para ele, dá um leve sorriso envergonhado, cumprimenta, sai andando e pensa...

"É.. Afinal, ele nem era tão bom de cama assim."

O Paradoxo do Amor.

terça-feira, 9 de março de 2010 às 18:52
O amor é errado. Indo contra todas as probabilidades, o amor raramente dá certo. E nós, teimosos como somos, ainda insistimos nele. Somos tolos. Somos escravos de um sentimento tão estranho que, para funcionar, precisa de duas pessoas.

Sejamos todos alegres, contentes. Não, somos cabeça-duras que preferimos amar. Alguns vem até com aquela conversinha clichê de que "só é completo quem tem um amor".

Mas o amor é como uma criança malvada, mimada. Ele faz de tudo para que a gente faça de tudo. E no fim, não sobra nada. E as pessoas nos olham com pena. E a tal criança mimada ri da nossa cara.

O amor nos deixa cegos. Só temos olhos para a pessoa amada. Ele nos deixa bobos, sem fala e sem reação. É sempre um caso terminar de idiotice aguda. O amor tem péssima pontaria, as vezes. A ama B, que ama C, que ama A. E ninguém é tão autosuficiente a ponto de só se amar por toda uma vida.

E para o nosso azar, o amor é tão constante quando a necessidade que a gente tem de respirar. Podemos deixar de nos apaixonar, mas amando nós sempre estaremos. E mesmo sabendo de tudo isso, fechamos nossos olhos e nos jogamos de cara no amor, esperando que ele nos agarre.

Somos tolos, ingênuos. O amor é numericamente uma merda. Tentamos várias vezes para apenas uma dar certo, ou as vezes, nenhuma. Mas ele é qualitativamente bom. Por que quando essa uma vez dá certo... Só posso dizer que eu também sou um tolo.

Não é só a chuva.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 às 18:10
Olhar pela janela, num dia chuvoso. Ver as gotas caindo uma a uma e se arrebentando no vidro. Eu olho a vida lá fora. Cada pessoa que passa correndo, desprevenida e sem proteção. Eu entendo essas pessoas, muitas vezes me sinto desprotegido. Sinto um diluvio de dúvidas que cai sobre minha cabeça. E vejo as gotas grandes e gordas molhando meu rosto já molhado de tanto chorar. Nesse ponto eu enxugo o rosto com a palma das minhas mãos, já não sei mais o que é lágrima e o que é gota da chuva.

Eu olho pela janela novamente, vejo algumas pessoas andando apressadas, com seus guarda-chuvas tão grandes que parecem guarda-sol. Vejo elas se protegendo exageradamente, como se tivessem medo de serem atingidas por algo maior. Mas de nada adianta, se cair algo além da água, nada pode proteger. A gente não pode mais se proteger, a água cai, algumas ideias e sentimentos inundam a nossa alma. É difícil segurar o que vem de dentro.

Pior que uma enchente, pior que um diluvio ou um cataclisma atmosférico. Pior do que tudo, é a catástrofe que vem de nós. A enchente interna. Seguramos até o último minuto por que a gente acha que não é certo dar vazão aos sentimentos ou por que alguém já fez pouco caso do que sentimos. Então, eternamente guardamos para nós. Eternamente, até a próxima chuva.
domingo, 24 de janeiro de 2010 às 17:16
Isso talvez seja um desabafo.

Devido a algumas coisas que aconteceram comigo (nada em plano físico, estou falando somente do meu psicológico) e a algumas coisas que falaram para mim, não me sinto confortável para escrever no momento. Então, por hora, o blog está fechado. Em breve, quando eu estiver afim, volto a postar textos meus.

Gostaria apenas de dizer duas coisas: Nunca gostei de interpretação de texto, na verdade era por isso que eu odiava as aulas de literatura. Muitas vezes as pessoas fazem uma interpretação, acham que arrasaram no que pensaram e estão completamente enganadas. Meus textos não são racionais, não são feitos para serem interpretados. Eles são simplesmente uma válvuka de escape para o que eu sinto. Então, não interpretem meus texto. Sintam ele. E, acima de tudo, não me interpretem.

A segunda coisa que eu gostaria de dizer é para quem estiver lendo isso, não se sintam ofendidos pessoalmente, acreditem ou não, mais de uma pessoa tem peso nisso. Talvez eu seja a principal. Então, apenas aceitem.

Obrigado.

Aquela vontade que vem do nada

terça-feira, 19 de janeiro de 2010 às 19:32
Detesto aquelas vontades que vem do nada. Isso porque geralmente elas surgem em momento inapropriados. Aquela vontade de tomar um pote inteiro de sorvete, em pleno inverno. Vontade de caminhar na praia, mas num dia chuvoso. Querer estar em casa, dormindo ou assistindo a um filme, quando você está viajando a trabalho.

Parece que essas vontades vêm só para lembrar tantas coisas boas que eu gosto de fazer. Tantas coisas que, quando eu faço, não dou o devido valor. E então deixo passar tudo isso batido. Mas quando eu menos espero, lá está ela.... aquela vontade insana de fazer algo, só por que o momento não permite ou por que é proibido.

As vezes me dá vontade de beijar alguém na rua, só por que eu achei a pessoa bonita. E minha mente viaja, imaginando mil coisas que poderiam acontecer por causa daquele beijo. Eventualmente eu tenho vontade de ajudar a todos, mesmo quando não posso.. dar esmola a todos os pobres que mendigam na rua, acolher todos os cachorrinhos e gatinhos que estão abandonados, ouvir cada pessoa do mundo falar dos seus problemas. Mas não posso, não consigo fazer isso.

Mesmo por que eu tenho meus próprios problemas. E as vezes tenho que deixar a vontade de lado e fazer o necessário antes.

E de todas as vontades que vem do nada, a que eu mais odeio é aquela vontade louca, passional, desesperada e incontrolável de te ver.

Não sou eu quando você está perto

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 às 08:42
Eu posso passar horas nessa espera insana. Posso ficar sentado te esperando o tempo que for. Eu fico na frente do computador esperando aquela maldita janelinha do msn subir para saber que posso falar contigo. Mas quando você aparece, não sei o que falar.

A tua presença me deixa entorpecido. Eu fico bobo, gago, idiota, retardado. Não sei o que falar. De repente eu, que sempre tenho algo a dizer, me torno uma pessoa nula. A tua presença me atropela todo e qualquer pensamento que possa simplesmente querer aflorar. E sem minhas palavras, minhas ideias... sem isso eu me sinto tão vulnerável.

Eu passo uma lista completa pela mina cabeça, de coisas que eu posso dizer. Todas seriam perfeitas. Mas para mim parecem frases sem sentido. E eu mergulho nesse mar de sentimento que acaba me inundando sem que eu perceba direito o que me aconteceu. Quando dou por mim, já estou bem novamente, mas você não está mais por perto.

Volto a ser eu novamente. E volto a ser eu, sem você. Talvez não haja um eu, contigo. E, por várias vezes eu já pensei em mandar tudo se foder, em falar o que eu acho. Afinal, você deve gostar de mim pelo que eu sou, certo? Então por que naquele minuto eu posso ser tudo o que você quiser, menos eu mesmo?

"Foda-se", posso pensar. "Você não me merece", eu digo.

Mas no fim, tudo o que eu realmente quero é que você olhe pra mim.

Bicho da noite

sábado, 9 de janeiro de 2010 às 15:53
A noite está quente. Andando pela calçada na beira da praia, eu sinto a brisa morna batendo no meu rosto. A madrugada já começou a muito tempo. E mesmo tendo muitas pessoas na rua, eu estou só. Não me sinto mal por isso. Na verdade, esse é um dos poucos momentos em que eu me sinto completo.

Adoro andar a noite, sozinho, olhando o céu estrelado e sentindo aquele vento gostoso batendo em mim. As pessoas passam por mim. Algumas olham, outras ignoram. Eu, particularmente ignoro todas elas. Eu já sei qual será o desfecho dessa noite. Continuo andando mais um pouco.

Meu pé esquedo dói. Maldita hora que machuquei ele quando era criança. Agora ele me encomoda bastante. Tentei passar a noite dançando. Ele doeu. Depois tentei passar a noite bebendo, mas confesso que não vejo um ponto nisso. Por fim, tentei passar a noite beijando. Mas duas coisas me impediram...

Meu medo de ser rejeitado...
Minha crítica exarcebada...

Aqueles que eu julgo serem bons pra mim, tenho medo de não me quererem. Aqueles que me querem, não os julgo ao meu nível. Então saí. Estou novamente no início desse texto. O vento, a noite, a solidão... Tudo criando um imenso conforto ao meu redor.

Sento num banco imaginando os outros. Amigos meus. O que cada um está fazendo naquele instante. Será que eu gostaria de alguém pra conversar? Não. Quero ir pra casa. E vou pra casa. A praia continua com suas ondas baixas quebrando silenciosamente para não acordar quem dorme naquele momento. Logo eu mesmo estarei dormindo.

Minha casa está um silêncio. Meus pais dormem. A sala está na penumbra e é assim que eu mais gosto dela. Ligo a TV e procuro qualquer coisa para assistir. Pego um copo d'agua para beber. Faço tudo no maior silêncio. Não quero acordar ninguém. Quero ficar sozinho, em meu silêncio, imerso na minha própria escuridão.

Assisto o que estiver passando até me cansar. E, na verdade, me canso rapidamente. TV sempre me enche o saco. Então vou me deitar. E o escuro do meu quarto é tão agradável. É a cena de qualquer dia que mais me comove. Eu sei que em poucos momentos estarei num mundo distante, de sonhos.

Pois, na verdade, sou um bicho da noite. Adoro caminhar por entre sombras e escuridão.

Sobre a vida

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 às 19:22
Esses são os dias que nós estamos vivendo. Há quem olhe ao redor e só enxergue desgraças. Pessoas morrendo, mentindo, traindo, abusando de outras pessoas. Alguns ainda se questionam por que raios nasceram. As vezes teria sido melhor se poupar de existir. Há de se pensar, inclusive, que toda a nossa existencia possa ser errada.

Acho então que eu sou um dos poucos otimistas que ainda sobraram. Particularmente a vida me fascina. Ela tem seus momento ruins? Claro! Mas o que seriam das coisas boas, se não houvessem as ruins para serem feitas as devidas comparações. Sem o ruim, o bom seria apenar.. normal. E só deus sabe como o normal me entedia.

E é por isso mesmo que eu gosto da vida, por ela ser totalmente fora do normal. A vida não é um plano de carreira que possa ser seguido passo a passo. Nem uma viagem de ônibus, que você sabe exatamente onde vai passar. Não... a vida é qualquer coisa menos uma rotina.

Se você está num dia ruim, durma. O próximo vai ser melhor. "Há, eu não queria ter nascido", pode dizer alguém. Lamento querido, mas já aconteceu. E já que você existe, que tal tentar fazer da sua vida, algo de útil? Pelo menos assim você pode fazer outra pessoa deixar de pensar como você.

Se está doente, lute pela cura. Se está triste, lute pela felicidade. Se está com fome, lute por comida. Se está sozinho, lute por uma amizade. Existem sim, batalhas que valem a pena ser travadas. Talvez as maiores batalhas nunca estejam nos livros de história da nossa escola. Por que essas batalhas ocorrem dentro de nós, todos os dias.

Por isso, faça da vida algo divertido. Se tombar, levante-se, tire a poeira dos joelhos, enxugue a lágrima e olhe para frente. Faça do mundo, um palco de teatro e, da vida, um espetáculo. Você pode ser quem quiser.

Afinal, a vida é somente a vida. Cabe a nós fazê-la divertida.

Pronto.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010 às 17:41
Eu sinto saudades daquele sorriso que eu nunca vi. Aquele que sorri quando os seus olhos estão próximos aos meus, depois de um beijo. O sorriso que faz eu me sentir seguro comigo, contigo e com o resto do mundo. O sorriso que me acalma e me faz acreditar em tudo o que é mais puro e feliz.

Eu queria poder olhar para o lado e ver alguém. E saber que esse alguém está ali por mim, para mim. Assim como eu queria estar ali por essa pessoa. Quero alguém.

As vezes eu duvido de mim. Fico entre o sim e o não. E a dúvida me atormenta tanto que nem mesmo dormindo deixo de pensar nela. Sonhos me acalentam até o monento em que eu acordo e descubro que era tudo fantasia. As vezes pesadelos me perseguem fazendo achar que não vou ter ninguém para mim.

Mas no fim, eu ainda acredito que você existe. Que você está em algum lugar. E eu estou aqui te esperando, ok? Eu estou pronto.