O Paradoxo do Amor.

terça-feira, 9 de março de 2010 às 18:52
O amor é errado. Indo contra todas as probabilidades, o amor raramente dá certo. E nós, teimosos como somos, ainda insistimos nele. Somos tolos. Somos escravos de um sentimento tão estranho que, para funcionar, precisa de duas pessoas.

Sejamos todos alegres, contentes. Não, somos cabeça-duras que preferimos amar. Alguns vem até com aquela conversinha clichê de que "só é completo quem tem um amor".

Mas o amor é como uma criança malvada, mimada. Ele faz de tudo para que a gente faça de tudo. E no fim, não sobra nada. E as pessoas nos olham com pena. E a tal criança mimada ri da nossa cara.

O amor nos deixa cegos. Só temos olhos para a pessoa amada. Ele nos deixa bobos, sem fala e sem reação. É sempre um caso terminar de idiotice aguda. O amor tem péssima pontaria, as vezes. A ama B, que ama C, que ama A. E ninguém é tão autosuficiente a ponto de só se amar por toda uma vida.

E para o nosso azar, o amor é tão constante quando a necessidade que a gente tem de respirar. Podemos deixar de nos apaixonar, mas amando nós sempre estaremos. E mesmo sabendo de tudo isso, fechamos nossos olhos e nos jogamos de cara no amor, esperando que ele nos agarre.

Somos tolos, ingênuos. O amor é numericamente uma merda. Tentamos várias vezes para apenas uma dar certo, ou as vezes, nenhuma. Mas ele é qualitativamente bom. Por que quando essa uma vez dá certo... Só posso dizer que eu também sou um tolo.

1 Responses to O Paradoxo do Amor.

  1. "Clap clap clap..."

    Somos todos uns tolos mesmo... o amor vive a passar a perna na gente e ainda assim continuamos apostando nossas fichas nele. Às vezes eu fico com raiva de mim mesmo por ser assim, tão idiota... mas o que posso fazer né, sou humano tambem.