Delírio

terça-feira, 18 de maio de 2010 às 13:24
Ver através das pessoas. Ver as pessoas, o que cada um realmente é por trás da sua máscara. Todos nós fingimos ser algo que não somos para agradar os outros. O problema é que, depois de tanto tempo fingindo assim, esquecemos quem nós somos realmente. Somos sangue, carne, osso, desejo, raiva, tudo junto e misturado num único corpo, numa única mente. Será?

Somos um fogo ardendo, pedindo para ser alimentado de todas as maneiras possíveis. Queimamos a quem nos toca, mas nos queimamos se o fogo do outro for mais forte. Somos água. Um balde de água fria na cabeça de alguém. Com uma única frase, podemos afogar a alegria de uma pessoa, ou afogar a pessoa em alegria.

Somos muitos dentro de um só, sendo quem convém a cada momento. Somos únicos dentre iguais. Animais, por existência. Humanos por opção. Somos a raça que se classifica e classifica aos outros. Nos importamos com os outros, com suas opiniões. É uma pena que a gente faça isso da pior maneira possível.

E tudo isso para que? Para chegarmos no final dessa vida, para irmos além e não levarmos nada. De tudo o que batalhamos, de tudo pelo que brigamos, só levamos uma coisa: a nossa história.

E então eu voltei a prestar atenção na aula.

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Acho que eu nunca fiz uma propaganda no meu blog, pelo menos, não abertamente. Pois bem, ontem eu conheci uma campanha que está acontecendo nos EUA e está se estendendo a vários outros países do mundo. Não vou entrar em detalhes dela, pois o site explica tudo muito bem. Quem entende bem inglês, vale a pena conferir: http://www.wegiveadamn.org

Contigo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010 às 13:07
As ondas vem e vão, como sempre. O céu está azul, sem nenhuma nuvem. A areia que toca o meu pé é fina, fria e quase branca. A brisa vem gentilmente até meu rosto que estampa um sorriso bobo de criança que acabou de ganhar um presente. E esse friozinho que me faz ficar mais encolhido é tão gostoso.

O dia tá bem calmo. Talvez eu tivesse muitas coisas para fazer, mas nesse exato momento eu não sou mais eu mesmo. Eu sou um pedacinho de nada, que foi esquecido no mundo. E assim quero continuar sendo, só por mais cinco minutos, por favor. Eu quero olhar para além do horizonte e poder imaginar uma ilha linda, que nunca foi descoberta e que está cheia de animais, frutos coloridos e mata verde. Um verde vibrante e vivo.

Uma mexida. Tento me acomodar novamente, os meus pensamentos já começam a se confundir com alguns sonhos. Tenho quase certeza que vejo pessoas caminhando na praia, passando a minha frente. Mas tenho quase certeza também, que aquele cachorro rosa não existe. Então, por um segundo eu desperto. Mas a vontade de ser um nada novamente é maior.

Eu fecho meus olhos e me encosto no seu ombro. O sono vem junto da sua mão que me faz carinho na cabeça e no pescoço. De repente, o resto do mundo não me importa mais. Só me importa o aqui e o agora. E toda essa paz que eu sinto por estar contigo. E tudo é tão bom que, quando adormecido, sonho que estou na mesma praia, no mesmo banco, dormindo encostado na mesma pessoa.

Eu sonho contigo. Eu durmo contigo.

Meu coração

terça-feira, 11 de maio de 2010 às 11:38
A chuva cai impiedosamente lá fora. Simplesmente não dá trégua. As pessoas estão passando correndo na calçada. E para complicar ainda mais a situação, está frio... BEM frio. Mas eu não me importo. Eu estou aquecido, protegido e seguro.

Aqui dentro eu tenho tudo o que preciso ao alcance de um pensamento. Se sinto frio, penso no calor que você me faz sentir quando coro de vergonha escutando os seus elogios. E as goteiras que existiam até pouco tempo no meu coração, você vem arrumando elas pouco a pouco. Assim eu estou seco e aquecido.

A tua presença é tão forte que me entorpece de uma maneira gostosa. É um jeito débil que eu fico, bobo, feliz. Um jeito deliciosamente perdido esem chão. E eu já não me preocupo com isso. Por que, no final das contas, você me faz bem. Você é o abrigo que me protege dessa chuva e o fogo que me esquenta. O fogo que eu quero por perto e vou aproveitando aos poucos, para não me queimar e não extinguir de uma só vez.

E assim eu fico bem, você fica bem e ficamos secos. Juntos. Já não tenho medo da chuva, do frio, das goteiras que me inundavam antes. Agora eu estou seguro, dentro daquilo que você me ajudou a concertar. E está tudo tão arrumado, tão concertado que me arrisco dizer, tem lugar para mais um.

Eu estou seguro dentro do meu coração. Você quer entrar aqui também?

Hábitos, vontades e um pouco de tudo mais.

quarta-feira, 5 de maio de 2010 às 17:43
Eu to com uma vontade absurda de escrever. É como se cada célula do meu miserável corpo gritasse, urrasse, implorasse para que eu colocasse minhas ideias num papel(blog, no caso). Mas, quando eu filnalmente sentei pra fazer isso, percebi que eu não to com nenhuma ideia.

Maldito hábito de escrever. Preciso fazer isso até quando não tenho o que escrever. Eu virei escravo de um hábito. Se não escrevo, me sinto mal. É uma agonia, um sentimento de nada que precisa ser preenchido por algo, qualquer coisa. E daí acontece isso. Esse texto. Algo que não tem um tema ou algo de útil a ser discutido.

Acho que estou com um certo esgotamento cerebral. Meus neurônios estão pedindo arrego já. Qualquer hora dessa eles desligam e eu ganho um oscar por "Melhor Interpretação Narcoléptica". Não sabe o que é narcolepsia? Google it, babe.

Enfim, eu tenho uma porrada de coisas para fazer, um outro blog que está pronto para ser lançado, mas falta a porra de um nome. Merda. Sou péssimo para dar nome as coisas. Vocês não tem ideia de quanto tempo eu demorei para inventar o nome desse blog aqui. E PIOR, esse não era o nome original.

É uma decepção, cada vez que eu abro o blog para ler comentários (como se muita gente comentasse. Mente Hiperativa sempre me salva nisso.) ou postar algo novo, eu olho o nome e penso "não era pra ser isso".

Mas agora é. Ponto final. Fique feliz com isso, Sr. Pedro. Pare de procurar a perfeição ao menos uma vez. Let it go. Deixe estar. Curta a vida.

Haha. É fácil falar. Mas como eu disse, sou escravo dos meus hábitos: de escrever, de procurar defeito onde não existe, de fazer piadas com humor negro, etc...

E eu to com uma vontade absurda de escrever... Espera! Passou.

Hotel

sábado, 1 de maio de 2010 às 17:58
Acabei de assistir "Um hotel bom para cachorro". Certo, eu não tinha nada melhor para fazer. É sábado a noite e eu estava entediado. Então liguei a TV e, por coincidência, o filme havia acabado de começar. Então resolvi assisti-lo. A história é super batida, e como não sou crítico de cinema, não vou entrar na sinopse do filme.

Mas o ponto em que eu quero chegar é o seguinte. Eu acho que pelo menos umas 5 ou 6 pessoas que eu conheço deveriam ver esse filme. Mas deveriam ver ele AGORA! Nesse exato instante. E de preferência, deveriam ver juntos.

Apesar de ser clichê e meloso até um certo ponto, o filme cumpre bem com o efeito "afinal, o mundo ainda tem jeito". Eu, particularmente, adoro filmes assim. Eu tenho uma tendência a ser realista demais e acho que qualquer coisa que consegue me arrancar da realidade e fazer eu me sentir confortável, é algo digno de um pouco de atenção. Essa fuga é saudável as vezes. E o calor que o filme despertou dentro de mim foi algo tão gostoso. É um calor que eu tenho certeza que pode derreter o gelo que algumas pessoas parecem ter escolhido colocar em volta de seus corações.

O que eu vejo ao meu redor é mágoa e ressentimento. E como eu não estou envolvido diretamente nesses problemas, eu acabo tendo uma visão interessante deles. Eu vejo amigos se negando. Optando por um caminho de pedras que machucam os pés, enquanto a outra passagem, com a grana verde e fofa, está a sua espera. E tudo isso por M-E-D-O. Medo, e também, um pouco de acomodação e preguiça. A gente tem medo de mudar. As vezes as mudanças nos assustam demais. Mas no fundo elas são boas. Mesmo que a curto prazo elas nos machuquem, a longo prazo elas costumam nos fazer bem.

Não mudamos por que temos medo de machucar alguém próximo de nós. Mas aí eu me pergunto, nessa ansia de NÃO mudar, de tentarmos agradar aos outros, por um acaso a gente conta quantas pessoas estamos machucando também.

Aqui está a verdade, segundo o meu pondo de vista: Não podemos agradar a todos, infelizmente. Então acho que devemos partir de dois pontos. Primeiro, devemos NOS agradar. Nunca sabemos se o próximo pensa na gente. Então sejamos um pouco egoístas e pensemos em nós mesmos. Segundo, já que não podemos deixar todos felizes, deixemos a maioria. Se a não-mudança deixa um feliz e dez tristes, e a mudança deixa 10 felizes e 1 triste, vamos optar pela mudança.

Não vamos ter medo. No começo parece difícil mesmo, mas se a gente se manter fiel a nós mesmos, a solução bate na nossa porta.

Vamos fazer que nem os cachorros do filme: vamos buscar nossa casa, nossos amigos, nossa família, as pessoas que nos amam.

NINGUÉM tem o direito de escolher em nosso lugar as pessoas que consideramos amigas ou não. Isso é nossa escolha. Qualquer um que vá contra isso, não está do nosso lado.

Vamos fazer que nem as crianças do filme: Não vamos ter medo de arriscar, vamos mudar e vamos enfrentar as consequências. Vamos todos correr atrás da nossa felicidade.