Hotel

sábado, 1 de maio de 2010 às 17:58
Acabei de assistir "Um hotel bom para cachorro". Certo, eu não tinha nada melhor para fazer. É sábado a noite e eu estava entediado. Então liguei a TV e, por coincidência, o filme havia acabado de começar. Então resolvi assisti-lo. A história é super batida, e como não sou crítico de cinema, não vou entrar na sinopse do filme.

Mas o ponto em que eu quero chegar é o seguinte. Eu acho que pelo menos umas 5 ou 6 pessoas que eu conheço deveriam ver esse filme. Mas deveriam ver ele AGORA! Nesse exato instante. E de preferência, deveriam ver juntos.

Apesar de ser clichê e meloso até um certo ponto, o filme cumpre bem com o efeito "afinal, o mundo ainda tem jeito". Eu, particularmente, adoro filmes assim. Eu tenho uma tendência a ser realista demais e acho que qualquer coisa que consegue me arrancar da realidade e fazer eu me sentir confortável, é algo digno de um pouco de atenção. Essa fuga é saudável as vezes. E o calor que o filme despertou dentro de mim foi algo tão gostoso. É um calor que eu tenho certeza que pode derreter o gelo que algumas pessoas parecem ter escolhido colocar em volta de seus corações.

O que eu vejo ao meu redor é mágoa e ressentimento. E como eu não estou envolvido diretamente nesses problemas, eu acabo tendo uma visão interessante deles. Eu vejo amigos se negando. Optando por um caminho de pedras que machucam os pés, enquanto a outra passagem, com a grana verde e fofa, está a sua espera. E tudo isso por M-E-D-O. Medo, e também, um pouco de acomodação e preguiça. A gente tem medo de mudar. As vezes as mudanças nos assustam demais. Mas no fundo elas são boas. Mesmo que a curto prazo elas nos machuquem, a longo prazo elas costumam nos fazer bem.

Não mudamos por que temos medo de machucar alguém próximo de nós. Mas aí eu me pergunto, nessa ansia de NÃO mudar, de tentarmos agradar aos outros, por um acaso a gente conta quantas pessoas estamos machucando também.

Aqui está a verdade, segundo o meu pondo de vista: Não podemos agradar a todos, infelizmente. Então acho que devemos partir de dois pontos. Primeiro, devemos NOS agradar. Nunca sabemos se o próximo pensa na gente. Então sejamos um pouco egoístas e pensemos em nós mesmos. Segundo, já que não podemos deixar todos felizes, deixemos a maioria. Se a não-mudança deixa um feliz e dez tristes, e a mudança deixa 10 felizes e 1 triste, vamos optar pela mudança.

Não vamos ter medo. No começo parece difícil mesmo, mas se a gente se manter fiel a nós mesmos, a solução bate na nossa porta.

Vamos fazer que nem os cachorros do filme: vamos buscar nossa casa, nossos amigos, nossa família, as pessoas que nos amam.

NINGUÉM tem o direito de escolher em nosso lugar as pessoas que consideramos amigas ou não. Isso é nossa escolha. Qualquer um que vá contra isso, não está do nosso lado.

Vamos fazer que nem as crianças do filme: Não vamos ter medo de arriscar, vamos mudar e vamos enfrentar as consequências. Vamos todos correr atrás da nossa felicidade.

2 comentários

  1. "Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre.

    Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente.

    Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre"

    Clarice Lispector

    Seja você e quem achar ruim que se dane! Tenho certeza que alguem vai te amar do jeito que você é. Imagine que eu,complicado do jeito que sou, tenho quem me ame. Sou um bom exemplo disso.

  2. Valeu pelo comentário no meu blog! Gostei mesmo!

    Sabe, essas últimas semanas eu tirei para ficar só pensando exatamente nessas coisas. Ando me sentindo meio sem identidade, apenas para agradar pessoas que não valem muito a pena, que não se encaixam de forma alguma a minha realidade.
    Também adoro filmes meio fantasiosos exatamente por isso, por me transportar para lugares diferentes!
    enfim, é isso!
    abraços