Despedida e algumas lições aprendidas.

domingo, 29 de agosto de 2010 às 19:15
1- Eu aprendi que dizer "tchau" e "adeus" para as pessoas que a gente ama é algo muito difícil e que ninguém deveria ter que passar por isso. A gente devia poder carregar todas as pessoas que gostamos nas nossas costas ou no bolso, onde quer que a gente fosse.
 
2- Aprendi que, nesse mundo, a gente tem que ser forte. Se não formos, não sobrevivemos. Mas aprendi também que, para algumas pessoas, a gente pode amolecer. Se você se desarma, o outro também irá fazer isso. 
3- Aprendi que lágrimas podem ser de tristeza e de felicidade. E podem ser de tristeza e felicidade ao mesmo tempo. E aprendi que, se você chora, você deve chorar PARA alguém, e não POR alguém. Seja de tristeza ou de felicidade, chore PARA alguém e esse alguém irá chorar PARA você, também. E então chorem juntos, trocando risos bobos ou oferecendo o ombro.

4- Aprendi que distância existe de várias maneiras: Distância física, onde o ponto A fica a tantos metros do ponto B; distância entre amigos, que faz você sentir muita saudades, mas parece que nada muda quando vocês se reencontram. E a distância afetiva, onde não importa o tamanho da distância física que separa você da outra pessoa, mas você sabe que no pensamento e no coração, a pessoa tá do teu lado.

5- Aprendi que amar alguém não é uma fraqueza, afinal. Amar é um processo natural e quanto mais você ama quem está ao seu redor, maior é a chance de você ser amado também.

6- Aprendi que, no meu coração, tem espaço para tudo e espaço para todos. Minha família, meus amigos, meus colegas, conhecidos, sentimentos, angústias... Meu coração existe sim e é maior do que eu poderia esperar que ele fosse. 

7- Aprendi que a família é muito importante, mas a gente não escolhe. E é um amor "óbvio". As pessoas esperam que pais amem os filhos, irmãos se amem, etc.. Mas os amigos, esses são tão importantes quanto a família. E esses a gente escolhe. E amar um amigo é você conhecer alguém que não tem a obrigação de gostar de ti, mas que gosta e te ama do mesmo jeito.

8- Aprendi que a palavra amor nunca é dita demais. Saudades também não. Assim como amizade, amigo, gostar... e tantas outras...

9- Aprendi que eu tenho os MELHORES amigos do mundo e que, por mais que eu não fale isso todos os dias, para todos vocês, eu quero que vocês saibam que TODOS estão no meu coração.

10- Por fim, aprendi que, mesmo "adeus" sendo extremamente difícil de dizer, o homem criou uma maneira mais fácil de fazer uma despedida. Em vez de "adeus", existe "até logo".

Então eu não vou dizer "Adeus". Aqui fica o meu Até Logo. Até o ano que vem. Até 2011, meus amigos. Saibam que a parte mais difícil de ir para fora, é saber que não vou ter vocês por perto todo esse tempo. Mas não quero ninguém triste. Um ano passa muito rápido e eu não estou indo fazer algo ruim. Vou descobrir um pouco mais sobre a vida. E vocês fiquem aqui, todos bem. Descubram a vida de vocês também. Amem-se como eu amo cada um de vocês. E saibam que eu estou indo, mas meu coração fica aqui com cada um de vocês.

Vocês são os melhores amigos que alguém pode querer na vida e eu não seria nada sem vocês. Talvez eu pareça feito de pedra, as vezes, mas por baixo disso tudo, ainda sou carne e osso e puro sentimento.


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domingo, 8 de agosto de 2010 às 22:15
Eu acredito no amor, ainda. Apesar de normalmente deixar transparecer a ideia contrária, eu acredito no amor, em sua melhor forma. Mas que fique bem claro que eu acredito no amor real, no amor que todos nós podemos sentir, não aqueles dos filmes, onde tudo é perfeito e, depois de uma briga feia, a relação está tão fortacelida que nunca mais haverá um único arranca-rabo.

Não acredito no amor de comercial de margarina, onde uma família feliz toma café-da-manhã numa mesa, em pleno jardim, com suco fresco, comendo torras e rindo, todos lindos, maquiados e bem dispostos. Mas eu acredito no amor de uma família.
Acredito no amor de um pai pelo seu filho quando, com o coração sangrando, ele o coloca de castigo, proibindo de sair com os amigos. Imagino o quanto isso deva doer no pai, mas ele sabe que essa atitude é precisa para ensiar uma lição importante ao filho. Isso sim é uma verdadeira prova de amor.

Entre namorados, dar flores, uma caixa de bombom, um cartão, fazer um jantar, levar ao cinema... tudo isso é muito simples, muito fácil. Gosto de ver e sentir aquele amor do ciúmes, quando a pessoa gosta tanto que acaba perdendo a cabeça mas, por conta desse mesmo amor, vem arrependida depois pedir desculpas pela atitude irracional.
Gosto do amor daqueles que ficam no domingo em casa, a tarde, sentados no sofá. Ele vendo TV, ela lendo uma revista. Não conversam. Não precisam conversar. O silêncio não é constrangedor, ao contrário, é reconfortante.

Mas talvez o amor que eu mais acredite é também o que eu ainda não tive a oportunidade de sentir. Eu acredito naquele amor avassalador, que faz você perder o ar quando aquela pessoa especial entra na sala. De repente, tudo ao redor some e você só vê aquele objeto de adoração imensa. O frio na barriga, as mãos suando, aquele calafrio e você sente que está pálido e, ao mesmo tempo, vermelho de vergonha.
E quando ele fala contigo, há um misto de surpresa e felicidade. Surpresa por que ELE te notou. Felicidade por que ELE está falando contigo. Aquelas palavras perfeitas estão sendo direcionadas a você. Eu acredito nesse amor, que faz você se sentir bobo de felicidade, só com um olhar. Esse amor, essa cumplicidade.

Eu nunca tive o prazer de sentir um amor assim. Então como eu sei como ele funciona?