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domingo, 8 de agosto de 2010 às 22:15
Eu acredito no amor, ainda. Apesar de normalmente deixar transparecer a ideia contrária, eu acredito no amor, em sua melhor forma. Mas que fique bem claro que eu acredito no amor real, no amor que todos nós podemos sentir, não aqueles dos filmes, onde tudo é perfeito e, depois de uma briga feia, a relação está tão fortacelida que nunca mais haverá um único arranca-rabo.

Não acredito no amor de comercial de margarina, onde uma família feliz toma café-da-manhã numa mesa, em pleno jardim, com suco fresco, comendo torras e rindo, todos lindos, maquiados e bem dispostos. Mas eu acredito no amor de uma família.
Acredito no amor de um pai pelo seu filho quando, com o coração sangrando, ele o coloca de castigo, proibindo de sair com os amigos. Imagino o quanto isso deva doer no pai, mas ele sabe que essa atitude é precisa para ensiar uma lição importante ao filho. Isso sim é uma verdadeira prova de amor.

Entre namorados, dar flores, uma caixa de bombom, um cartão, fazer um jantar, levar ao cinema... tudo isso é muito simples, muito fácil. Gosto de ver e sentir aquele amor do ciúmes, quando a pessoa gosta tanto que acaba perdendo a cabeça mas, por conta desse mesmo amor, vem arrependida depois pedir desculpas pela atitude irracional.
Gosto do amor daqueles que ficam no domingo em casa, a tarde, sentados no sofá. Ele vendo TV, ela lendo uma revista. Não conversam. Não precisam conversar. O silêncio não é constrangedor, ao contrário, é reconfortante.

Mas talvez o amor que eu mais acredite é também o que eu ainda não tive a oportunidade de sentir. Eu acredito naquele amor avassalador, que faz você perder o ar quando aquela pessoa especial entra na sala. De repente, tudo ao redor some e você só vê aquele objeto de adoração imensa. O frio na barriga, as mãos suando, aquele calafrio e você sente que está pálido e, ao mesmo tempo, vermelho de vergonha.
E quando ele fala contigo, há um misto de surpresa e felicidade. Surpresa por que ELE te notou. Felicidade por que ELE está falando contigo. Aquelas palavras perfeitas estão sendo direcionadas a você. Eu acredito nesse amor, que faz você se sentir bobo de felicidade, só com um olhar. Esse amor, essa cumplicidade.

Eu nunca tive o prazer de sentir um amor assim. Então como eu sei como ele funciona?

1 Responses to amor amor amor amor amor...

  1. Eu também acredito no amor, não acredito muito no casamento, namoro, relacinamento... Essas coisas difíceis.

    Talvez eu esteja certo, ou talvez um dia eu esteja maduro pra admitir que pensava errado. Sei lá.

    Mas no amor eu acredito, no amor da minha família, no amor que tenho pelos meus amigos. Um dia eu pude viver uma história de amor, e acreditei nele, e hoje acredito que foi real e sincero. Mas acabou. Acabou e nunca mais senti aquilo por nenhuma outra pessoa.

    Depois disso foram muitos casos, ficadas, rolos, lances, encontros casuais. Mais um namoro. Algumas outras tentativas. Mas nada de amor.

    Quem sabe um dia...