Mais do mesmo

terça-feira, 30 de novembro de 2010 às 08:17
Eu não gosto de pouco. Nem de mais ou menos, médio. Quero muito, muito de tudo. Não me contento com um pouco de atenção, quero todos olhando para mim. Não gosto de um pouco de amor, quero o maior do mundo.

Não gosto de comer ou beber pouco. Como para engordar mesmo e bebo até cair. Gosto demais dos meus amigos, sou dependente demais, explosivo demais, temperamental demais. Sou mais que demais em tudo. Nunca conheci meios termos. Sou sempre oitenta.

Não sei e nem quero medir palavras. Falo tudo e mais um pouco. Ou você me ama ou me odeia. Não tenho problema com quem não gosta de mim. Desde que não me goste por completo. Nada de "Ah, não vou muito pra cara dele, mas é só ele não mexer comigo que eu não faço nada". Brigue comigo.

Quem sente pouco não está vivo, na verdade. Gosto do exagero por que sei que assim eu ainda tenho um coração que bate incansávelmente. Bate muito, bate forte. O sangue pulsa em minhas veias, correndo em cada parte do meu corpo e gritando "MAIS MAIS MAIS". E é isso, eu quero mais, sempre mais...

Por que só uma pessoa? Só um amor? Só uma vida? Só um amigo? Só uma família. Sou eu quem está aqui dentro desse corpo - e parando para pensar, por que só um corpo? - e eu faço o que bem entender.

MAIS, MAIS, MAIS e MAIS...

1 Responses to Mais do mesmo

  1. Elizabeth Says:

    seu texto é a cara da Lya luft! Mesmo estilo, de profunda reflexão!
    Muitíssimo interessante e o q é melhor..menos deprimido.
    Bj